12 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 14/04/2026

ELEIÇÕES 2026: O impacto de uma gestão Flávio Bolsonaro nos direitos das mulheres: riscos e pontos críticos

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Foto: Divulgação / Google

Rejeição feminina é 'ponto de atenção', e Flávio tenta reverter situação

Por Maria Santana Souza - Com a movimentação política de Flávio Bolsonaro como um dos principais nomes da direita para 2026, intensifica-se o debate sobre o que uma possível eleição representaria para as brasileiras.

 

Embora o senador tenha buscado moderar seu discurso recentemente, seu histórico legislativo e o alinhamento ideológico com o bolsonarismo tradicional levantam preocupações significativas para diversos movimentos de defesa das mulheres. Um dos principais pontos negativos apontados por opositores é a postura do senador frente a legislações que combatem a violência contra a mulher.

 

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1. Resistência à Criminalização da Misoginia e Violência Simbólica

 

 

Votação contra a Lei da Misoginia: Em março de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou a favor da aprovação, no Senado Federal, do projeto de lei que criminaliza a misoginia — equiparando o ódio ou aversão às mulheres ao crime de racismo.

 

O voto foi visto como um reposicionamento estratégico, dado o alto índice de rejeição do bolsonarismo entre o eleitorado feminino e a pressão pública.

 

 

 

Narrativa de "Armadilha": Flávio Bolsonaro justificou seu voto afirmando que o projeto era uma "armadilha do PT" contra ele, sugerindo que, se votasse contra, seria ainda mais atacado, apesar de ter classificado a proposta como uma medida que pode gerar "censura".


Tentativa de Moderação: Após a votação, o senador tentou contrapor a imagem de oposição à pauta feminina apresentando um projeto de lei que autoriza policiais a concederem medidas protetivas de urgência, tentativa essa vista como um reposicionamento eleitoral.

 


 

Histórico Familiar: A forte associação com a retórica do pai, Jair Bolsonaro — frequentemente classificada como machista e misógina por analistas —, gera receio de que sua eleição possa validar comportamentos discriminatórios em esferas públicas.

 

2. Riscos ao Avanço das Políticas de Saúde Reprodutiva 

 

 


O alinhamento de Flávio Bolsonaro com pautas conservadoras e religiosas indica um possível retrocesso ou estagnação em temas cruciais de saúde pública.

 

Oposição ao Aborto: O senador mantém uma postura de oposição intransigente à descriminalização do aborto, mesmo em casos já previstos por lei, o que pode dificultar o acesso de mulheres vulneráveis a serviços de saúde seguros e legais.

 

 

 

Educação Sexual: Sua atuação parlamentar tende a combater pautas de educação sexual e de gênero nas escolas, ferramentas consideradas fundamentais por especialistas para a prevenção da gravidez na adolescência e do abuso infantil. 

 

3. "Feminismo Eleitoreiro" e a Questão da Vice Mulher 

 


Analistas políticos apontam que as recentes tentativas de Flávio de se aproximar do eleitorado feminino — como discursos focados em segurança pública e o combate ao feminicídio — podem ser superficiais.

 
Uso Pragmático 

 

 

A estratégia de buscar uma vice mulher moderada, como a senadora Tereza Cristina, é vista por críticos como um movimento meramente pragmático para diminuir a rejeição histórica da família Bolsonaro entre as mulheres, e não como um compromisso real com a paridade de gênero.


Combate ao Feminicídio: Apesar de adotar o discurso contra o feminicídio em palanques, críticos ressaltam que ele atuou no Senado para barrar trechos de leis que visavam combater as raízes ideológicas da violência letal contra a mulher.

 
4. Segurança Pública x Rede de Proteção

 

 

Enquanto Flávio foca na segurança pública armada como solução para a violência, organizações de direitos humanos alertam que essa abordagem negligencia a necessidade de uma rede de proteção social integrada.

 

Desprezo por Políticas Preventivas: Há o temor de que uma gestão sua privilegie o encarceramento em detrimento de investimentos em Casas da Mulher Brasileira, centros de acolhimento e políticas de autonomia financeira para vítimas de violência doméstica.

 

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Fotos: Reprodução/Google


A candidatura de Flávio Bolsonaro para o público feminino apresenta uma dicotomia: de um lado, acenos estratégicos para reduzir a rejeição; de outro, um histórico de votações e retórica que sinaliza obstáculos à criminalização de condutas misóginas e ao avanço de direitos reprodutivos e sociais. Para as mulheres que lutam por políticas públicas específicas, uma possível eleição representaria um cenário de vigilância e resistência constante.

 

Maria Santana Souza é empresária, jornalista, bacharel em Direito e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.

 

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