É preciso ter consciência e responsabilidade para votar e fazer do Brasil e do Amazonas espaços de cidadania e respeito às mulheres.
Por Maria Santana Souza - As mulheres são 52% do eleitorado brasileiro, segundo o Superior Tribunal Eleitoral (TSE). Mas continuam sub-representadas nos espaços de decisão. Na câmara dos deputados, ocupam 18,1% das cadeiras. Assim, o Brasil ocupa a 133ª posição global em representação feminina (ONU Mulheres, 2025).
No Amazonas, as mulheres são 50,1% do número de eleitores e têm apenas cinco representantes na Assembleia Legislativa, ou 20,8% das cadeiras.
Em Manaus, as mulheres são 53,6% do eleitorado e o quadro de representação feminina é vexatório. Dos 41 vereadores, 3 são mulheres, ou 7,3% do total.
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É preciso mudar esse quadro de representação.
Ainda por cima de toda essa sub-representação, existem mulheres parlamentares que não encampam a luta contra o feminicídio e contra a violência generalizada à mulher.
É preciso mudar esse quadro político.
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Há décadas, mulheres passaram a ocupar espaços até então permitidos apenas aos homens. Meteram o pé na porta e foram à luta para conquistar seus direitos historicamente usurpados. Deu certo.
É preciso avançar, sempre
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A luta das mulheres tem sido constante e implacável. Não é fácil. O número de feminicídio é assustador. Os estupros coletivos mostram uma sociedade doente. A violência contra a mulher entre adolescentes exige maior presença e pulso da mulher na criação dos filhos e não permitir que os jovens sigam o patriarcado que se impõe.
Aumentaram as denúncias

As reações das mulheres estão na mídia, nas delegacias, no ministério público e em toda sociedade. Não foi a violência que aumentou, foi a reação. O caminho é esse.
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Têm eleições este ano
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Fotos: Reprodução/Google
De deputado estadual a presidente da república serão eleitos pelo voto popular. As mulheres são maioria. É preciso não somente eleger e reeleger mulheres, mas todos e todas que lutam pela emancipação feminina e contra o feminicídio. Assim o caminho fica melhor para ser trilhado. É preciso ter consciência e responsabilidade para votar e fazer do Brasil e do Amazonas espaços de cidadania e respeito às mulheres.
Maria Santana Souza é empresária, jornalista, bacharel em Direito e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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