Cada candidatura, até então posta, indica não apenas um caminho, mas um horizonte.
Por Maria Santana Souza - A caminhada não tem sido fácil, mas o caminhar é necessário para deixar rastro de vida e caminho percorrido. Sem caminhar não é possível sair do lugar e transpor barreiras. Disso, nós, mulheres, entendemos bem.
Estamos num ano de eleição. Há vários caminhos apontados. Cada candidatura, até então posta, indica não apenas um caminho, mas um horizonte. Cabe a quem ver, discernir o que se quer alcançar e onde se quer chegar.
Temos clareza do que queremos. O quadro existencial no Brasil chegou ao desespero para nós, mulheres. A cada seis horas, uma mulher é morta apenas por ser mulher. A cada quatro segundos, uma mulher sofre violência física, patrimonial, moral, psicológica ou sexual. Um estupro é registrado a cada seis minutos.
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Nossa posição é clara e inexorável. Precisamos dar um basta nessa violência. Não é possível chegar ao século XXI, com uma evolução tecnológica nunca vista antes, dada a sua velocidade, com quadro tão perverso de violência contra a mulher. É desumano, é inumano, é anacrônico.

A eleição é um momento de escolha e deve apontar aonde queremos chegar. O voto deve ser o reflexo de um projeto de vida, de um caminho a ser trilhado e um horizonte a ser visto. O voto não pode ser um átomo ou um elemento isolado em si mesmo. O universo do voto é o universo da cidadania e da democracia. Ele faz parte da nossa vida.

Ao votar para presidente da república é preciso ter claro que estaremos escolhendo entre ter um aliado na luta contra o feminicídio e contra todo tipo de violência à mulher ou ter um indivíduo que será um colaborador da violência, do machismo e da misoginia.
O quadro de candidatos já está nos colocando diante dessa escolha. Um vacilo e a barbárie continuará, se o voto for para os aliados da violência contra a mulher. A história não deixa dúvida sobre o erro de votar em quem está do outro lado, que não seja o da justiça social e da igualdade de gênero.
É disso que temos que falar. É sobre isso que temos que tratar

A eleição é um momento fundamental para definir o caminho e o futuro do país e da sua gente. Não é apenas uma festa da democracia. É uma oportunidade de escolher para aonde queremos ir, onde queremos chegar.
O Brasil já viveu muitos desencontros com a história. E todas as vezes que houve isso o desastre foi grande e de profunda destruição. Tudo que tinha sido conquistado se esvaiu como água entre os dedos. O poder da destruição é implacável. Só não é maior do que o amor e o desejo de liberdade.

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No Amazonas, também escolheremos o governador ou a governadora. Não será diferente da escolha do presidente da república. Não tem nenhum desconhecido. Sabemos da vida e da história de cada um e de cada uma. Conhecemos quem pode ser aliado da luta contra o feminicídio e sabemos quem reforça a violência contra a mulher. Vamos escolher qual o caminho que queremos trilhar. É hora de avançar. Sem retrocesso na luta e nas conquistas femininas.
Maria Sanatana Souza - Jornalista | Fundadora do Portal Mulher Amazônica | Especialista em Comunicação para Causas Sociais e Representatividade Feminina na Política
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