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Política - 31/12/2021

Eleição 2022: Fake news contra presidenciáveis proliferam nas redes e desafiam Justiça Eleitoral

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Foto: Reprodução

Post do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)Post do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) |

Por Bernardo Mello e Marlen Couto - Conteúdos falsos e enganosos já disseminados nas redes sociais contra pré-candidatos à Presidência, inclusive por agentes públicos e políticos com mandato, antecipam desafios que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as plataformas terão pela frente na campanha de 2022.

 

A facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro em 2018, por exemplo, voltou a suscitar, nos últimos meses, teorias conspiratórias de petistas e bolsonaristas que ignoram pontos comprovados na investigação da Polícia Federal (PF), que concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho no ataque. Ciro Gomes (PDT) sofreu ataques de deputados bolsonaristas, que produziram desinformação com trechos de entrevistas do pedetista. Sergio Moro (Podemos) e João Doria (PSDB), por sua vez, foram alvos de fake news com elementos de suas vidas privadas veiculados sem embasamento.


O TSE aprovou resoluções para coibir notícias e mensagens falsas sobre o processo eleitoral, e acenou com a possibilidade de cassação de candidaturas que fizerem uso de disparos em massa, precedentes que não existiam na campanha de 2018. Ainda há, por outro lado, dificuldades e dúvidas sobre o controle exercido pelas plataformas sobre postagens de usuários.


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No início de dezembro, um suposto xingamento homofóbico que teria sido feito a Bolsonaro mobilizou as redes sociais. No dia seguinte à detenção de uma mulher que xingou o presidente e teria lhe chamado de “noivinha do Aristides”, em Resende, no interior do Rio, o termo disparou no Twitter e no Google. Porém, a ofensa não partiu da suposta autora, mas de um perfil de rede social, o “Felipe do PT”. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) e a ex-deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) foram algumas das lideranças da esquerda que amplificaram nas redes a versão falsa, atribuindo o episódio a um suposto evento da vida privada do presidente. No boletim de ocorrência, a expressão utilizada pela motorista, detida na Via Dutra, foi “filho da puta”.

 

Em novembro, o Instagram chegou a marcar como falso um post em que o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos) sugeria que Lula havia entregado refinarias da Petrobras à Bolívia sem contrapartida financeira. Na publicação, Carlos usou trecho de um seminário de 2015 em que o ex-presidente falava sobre relações diplomáticas com a Bolívia quando o país vizinho tentou nacionalizar refinarias. No trecho em questão, Lula se disse aberto a reconhecer a nacionalização de combustíveis. O vereador escreveu, na legenda, que Lula e o PT “priorizam outros países com seu dinheiro (dos eleitores)”. À época, no entanto, o governo federal não entregou, mas sim vendeu as refinarias.

 


Outros dois filhos do presidente, o senador Flávio (PL-RJ) e o deputado Eduardo (PSL-SP), fizeram publicações no último mês associando o autor da facada em 2018 ao PT e sugerindo que a investigação da PF não chegou a conclusões sobre a autoria do atentado na campanha. O tema também mobilizou opositores de Bolsonaro. O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro e hoje apoiador de Doria, afirmou em setembro estar “convencido de que (a facada) foi uma armação”, que teria aproveitado “a doença que esse sujeito tinha na época”. Já o também deputado Rogério Correia (PT-MG), referindo-se a um documentário sobre a facada que utilizou vídeos e imagens de câmeras de segurança, endossou a teoria de armação e disse que a PF “nunca investigou esse lado”. Dois inquéritos conduzidos pelo delegado Rodrigo Morais, com análise de imagens e de dados de Adélio, concluíram que o agressor agiu sozinho e não estava a mando de terceiros.

 

Post do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)Post do senador

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)(Fotos: Reprodução)


Além de Lula e Bolsonaro serem alvos de fake news, aliados de ambos têm mirado em adversários que tentam construir a chamada terceira via para tentar romper a polarização entre os dois na próxima eleição. Moro desmentiu recentemente ter pago R$ 50 mil de aluguel numa residência nos Estados Unidos, quando trabalhou para a consultoria Alvarez & Marsal. A informação, baseada numa comparação de fotos com inconsistências entre si, foi disseminada nas redes para mostrar uma suposta “vida de milionário” do ex-juiz, e foi compartilhada com este viés pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

 

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Post do deputado estadual Gil Diniz (sem partido-SP). Reprodução

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