As imagens só vieram a público semanas depois, mas o terror vivido pela vítima começou já no primeiro dia de hospedagem.
O que era para ser uma temporada tranquila no Rio de Janeiro terminou em cenas de pura violência que revoltam e silenciam qualquer tentativa de desculpa. Um turista americano foi preso após câmeras de segurança registrarem o momento em que ele espanca a própria namorada dentro de um elevador de um prédio em Botafogo. As imagens só vieram a público semanas depois, mas o terror vivido pela vítima começou já no primeiro dia de hospedagem.
Identificado como Eric Christian Díaz, o agressor — natural dos Estados Unidos — alugou um apartamento por meio de uma plataforma digital e se hospedou com a namorada. Segundo a investigação, as agressões foram contínuas. O vídeo divulgado mostra Díaz desferindo diversos golpes contra a jovem, que tenta se proteger com as mãos, incapaz de conter a brutalidade.
O ataque registrado ocorreu em 26 de outubro. A partir dali, segundo denúncias de moradores e informações colhidas pela polícia, outras três agressões teriam acontecido em menos de 24 horas. A jovem chegou a precisar de 26 pontos na cabeça — um retrato físico da violência que não pode mais ser escondida.
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Foram os moradores, indignados ao ver a vítima machucada e perceber a rotina de gritos e pedidos de socorro abafados, que denunciaram o caso. Ao perceber a chegada das autoridades, Díaz tentou jogar roupas e toalhas ensanguentadas pelas janelas do apartamento para eliminar vestígios do crime. A tentativa fracassou. Ele foi preso em flagrante no dia 27 de outubro e enquadrado por lesão corporal de natureza doméstica.

Fotos: Reprodução/Google
Mesmo com a gravidade das agressões, o turista recebeu liberdade provisória 15 dias após a prisão. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que o processo corre em segredo de justiça, impossibilitando o acesso público a mais detalhes. Enquanto isso, Díaz continua no Rio, acompanhando o andamento do caso, enquanto a vítima tenta reconstruir o que a violência destruiu.
A divulgação do vídeo reacende a urgência de um debate: quantas mulheres ainda estão pedindo socorro em silêncio, presas ao medo, à dependência ou à invisibilidade? A violência contra a mulher continua sendo uma epidemia social que só será enfrentada quando testemunhas, autoridades e a rede de proteção agirem rápido — como fizeram os moradores que impediram que esse caso terminasse em tragédia maior. Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, denuncie. Ligue 180. Seu gesto pode salvar uma vida.
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