As candidatas trouxeram um olhar profundo e conectado com as necessidades das comunidades
As eleições municipais de 2024 em Manaus trouxeram à tona a força e a resiliência de três candidatas que, embora não tenham conquistado cadeiras na Câmara Municipal, se destacaram por suas campanhas limpas e comprometidas com a justiça social.
Débora Mafra, Carol Braz e Vanda Witoto mostraram que a verdadeira arte de fazer política vai muito além dos votos conquistados; trata-se de um movimento em prol da conscientização e da construção de um futuro mais justo para todos.
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Débora Mafra:

“Não ser eleita não é uma derrota, mas uma perda para a sociedade”. Com um discurso firme e voltado para a defesa dos mais vulneráveis, Débora Mafra trouxe à sua campanha um apelo pela reflexão profunda sobre as políticas públicas em Manaus. Para ela, o equilíbrio entre ações que promovam justiça social e dignidade ainda está distante. “Peço a Deus que ilumine os vereadores eleitos para que priorizem políticas que diminuam as injustiças sociais. Não ser eleita não significa derrota para mim, mas pode ser uma perda para a sociedade”, afirmou Débora, destacando o quanto ainda há de caminho a ser percorrido na construção de uma política que beneficie a todos, não apenas os privilegiados.
Carol Braz:

“Ainda não votamos em mulheres, mesmo com boas opções”. A baixa representatividade feminina na Câmara Municipal preocupa Carol Braz, que observou um retrocesso em relação às eleições anteriores, com apenas três mulheres eleitas – uma a menos que na última eleição. “Temos várias opções de mulheres preparadas, mas a população ainda não vota em mulheres, mesmo tendo boas opções. Isso me preocupa e me entristece”, disse Carol. Ela destacou que essa falta de confiança nas candidaturas femininas é um reflexo de um ciclo de desigualdade que persiste, perpetuando uma política dominada por homens brancos e ricos. Sua campanha trouxe à tona a importância de quebrar esse ciclo e dar mais espaço para mulheres que, como ela, estão dispostas a fazer uma política diferente, ética e centrada no bem comum.
Vanda Witoto:

“A política não é um jogo de favores, precisamos mudar essa visão”. Vanda Witoto, conhecida por sua atuação em prol das populações indígenas e pelo ativismo social, trouxe uma crítica contundente à atual estrutura política. Para ela, a política se transformou em um jogo de favores, onde poucos ocupam o poder em benefício próprio. “Mais uma vez, a Câmara Municipal será ocupada, em sua maioria, por homens brancos, ricos, apadrinhados. A política não é um jogo de favores, e precisamos mudar essa visão”, ressaltou. Apesar de não ter sido eleita, Vanda deixou claro que não vai desistir de lutar por uma política mais justa e igualitária.
Uma Campanha Limpa, um Exemplo para o Futuro

As três candidatas fizeram questão de destacar que suas campanhas foram pautadas pela transparência, pelo respeito aos direitos humanos e pela luta por igualdade. Diferente de muitos políticos que se utilizam de conchavos e compra de votos, elas acreditam que a verdadeira transformação só ocorrerá quando o povo compreender a importância de votar em projetos de longo prazo, que busquem um futuro mais justo para todos.
Reflexão para o Futuro

As falas das três candidatas refletem um sentimento comum: a política, atualmente, é vista de forma imediatista pela população. Elas acreditam que o povo precisa parar para refletir e compreender que as consequências de suas escolhas chegarão, cedo ou tarde. Não se trata apenas do presente, mas de um futuro que pode ser melhor se as decisões forem tomadas com consciência. Enfatizando a necessidade de ir além das promessas momentâneas e pensar nas gerações futuras, pois as escolhas de hoje definirão a sociedade de amanhã.

Fotos: Reprodução/Portal Mulher Amazônica
Essas três mulheres deixaram um legado, mesmo sem ocupar cadeiras na Câmara. Elas provaram que é possível fazer política de forma íntegra, com propostas sérias e sem ceder às pressões de um sistema corrompido. Resta à sociedade refletir e, quem sabe, nas próximas eleições, dar mais voz àquelas que lutam por um mundo mais justo e igualitário.
Maria Santana, idealizadora do portal Mulher Amazônica e apresentadora do Ela Podcast, teve a oportunidade de receber as três candidatas em seu programa, onde pôde perceber a autenticidade de suas propostas políticas. Para Santana, o diferencial dessas mulheres foi o fato de suas campanhas serem baseadas em vivências reais e na luta cotidiana por justiça e igualdade. Elas não apenas falaram sobre as questões que defendiam, mas as viveram em suas trajetórias.
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As candidatas trouxeram um olhar profundo e conectado com as necessidades das comunidades, mostrando que o que propunham ia além de promessas eleitorais. Para Maria Santana, essa experiência reafirma a importância de dar mais espaço a mulheres comprometidas com a construção de uma política mais humana e inclusiva, algo que as candidaturas de Débora Mafra, Carol Braz e Vanda Witoto representaram tão bem.
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