12 de Junho de 2026

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Meio Ambiente - 12/06/2026

El Niño já começou, diz agência dos Estados Unidos

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Foto: Reprodução/Google

Fenômeno climático deve intensificar a seca do segundo semestre, no Amazonas

O fenômeno climático El Niño já começou, informou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). Há meses, órgãos de meteorologia do Brasil, dos EUA e da Europa já previam sua ocorrência. Ainda não há clareza sobre a potência, mas a NOAA avalia que o El Niño pode ganhar muita intensidade entre novembro e janeiro, podendo figurar entre os eventos mais fortes desde o início das medições, em 1950.

 

No relatório mais recente, os cientistas apontam que, ao longo do último mês, já se consolidaram condições típicas do fenômeno, como o aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico. A probabilidade de um El Niño muito intenso nesse período é estimada em 63%, o que reforça o risco de um episódio histórico.

 

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Nesta semana, o estado do Amazonas decretou situação de emergência climática e ambiental em todo o território, de forma preventiva, diante da ameaça do El Niño. A medida prevê riscos de intensificação da seca, das queimadas e das ondas de calor. O decreto tem validade de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

 

Os principais setores econômicos do Amazonas têm realizado reuniões para definir ações de redução dos impactos, como a antecipação de estoques. A Associação Comercial do Amazonas (ACA) chegou a pedir do estado tratamento fiscal diferenciado no período, como dilatação do prazo para pagamento de impostos. Em outra frente, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) acionou o governo Lula para pedir recursos extras, por meio do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, para lidar com a estiagem do segundo semestre.

 

Em maio, o governo federal divulgou a antecipação de ações para reduzir os efeitos da estiagem na Amazônia em 2026. As medidas incluem planejamento de dragagens, manutenção hidroviária, reforço da sinalização náutica e avaliação permanente das condições de navegabilidade para evitar prejuízos ao transporte de passageiros. O governo estadual também está em fase final de elaboração do seu Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, que irá sistematizar ações estratégicas já existentes e definir novas diretrizes, metas e mecanismos de monitoramento para o médio e longo prazo. A previsão de conclusão é setembro de 2026.

 

Histórico

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Durante o El Niño de 2023/2024, o Amazonas enfrentou suas duas piores secas históricas. Além do baixo nível dos rios, o estado foi impactado por ondas de calor, o aumento recorde de queimadas e nuvens de fumaça que encobriram cidades por meses.Segundo boletim da gestão estadual, à época, mais de 800 mil pessoas foram impactadas diretamente pela estiagem. Comunidades chegaram a ficar isoladas e houve dificuldade para obtenção de itens de necessidade básica, como água e alimentos. Também houve racionamento de água, como em Rio Preto da Eva, e de energia, como em São Gabriel da Cachoeira. 

 
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Fonte: com informações Acrítica

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