29 de Abril de 2026

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Educação - 15/10/2023

EJA: em quatro anos, mais de 12 mil alunos do DF deixaram os estudos

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Foto: Reprodução/Google

Em 2020, eram 38.212 alunos na EJA, enquanto em 2023 são 26.199, segundo dados da Secretaria de Educação

Nos últimos quatro anos, diminuiu o número de estudantes matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Distrito Federal. Em 2020, eram 38.212 alunos, enquanto em 2023 são 26.199, segundo dados da Secretaria de Educação. Os números apontam que 12.013 pessoas saíram da EJA nesse período.

 

A situação da EJA chamou atenção de parlamentares distritais. O estudo nº 1.030, de 2023, feito pela equipe técnica da Câmara Legislativa do DF (CLDF) apontou que decréscimos como esse mostram característica de evasão escolar.“Ocorre quando o estudante regularmente matriculado no início do semestre letivo não se matricula no período seguinte, independentemente da situação de conclusão do semestre de matrícula (aprovado, reprovado ou abandonado)”, conforme consta no estudo.

 

Pelo levantamento da CLDF, o número é ainda maior, que indica os dados de 2019, quando havia 45.259 matriculados. “O grave aumento da evasão escolar no DF a partir de 2020 é consequência da pandemia da Covid-19”, destaca o relatório. Os dados são ainda mais preocupantes em relação à quantidade de pessoas com baixa escolaridade na capital do país. Segundo a último Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), divulgada em 2022, há 129.352 pessoas maiores de 5 anos que não sabem ler no DF. O DF ainda contabiliza 78.906 cidadãos sem escolaridade.

 

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Outras responsabilidades

 

 

 

“Ocuparam o tempo todo com bicos e trabalhos com uma carga horária exaustiva para manter a sobrevivência. Alguns com a Covid ainda ficaram adoecidos e com sequelas, dificultando ainda mais”, explica a professora Ana Leonel, que há 23 anos ministra aula na EJA.

 

Ela acrescenta ser importante tomar cuidado com expressões como “abandono”, porque é um termo que culpa o indivíduo e ignora as condições dele, como responsabilidades com familiares, local de moradia e do trabalho, transporte público e até mesmo o tempo para o estudo.Professor desde 1987 e há nove anos da EJA, Cláudio Rodrigues destaca a diferença no perfil dos estudantes na modalidade. “É um pessoal que trabalha e estuda e, nos primeiros sinais de perda de emprego, a pessoa vai deixar de estudar”, explica.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

“É também aquele jovem que trabalhou a vida inteira e não conseguiu ir para aula; é a menina que foi cuidar de um filho e não pode concluir. É um sujeito que ficou à margem da sociedade e da escolarização. Não por escolha dele, mas porque foi levado a isso”, reforça o professor.Para tentar diminuir, Cláudio adiciona o contato dos alunos e quando faltam manda mensagem perguntando se estão bem. “A perda de estudantes é tão grande que a gente tem de fazer de tudo para tentar manter e desenvolver um vínculo, saber que o professor se preocupa, que entende as faltas”.

 

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O educador conta que já foi, inclusive, bloqueado por alguns estudantes. “Tem quem fique com vergonha, manda recado pelos colegas, mas tem vergonha, e muitas vezes não sabe qual desculpa vai dar”, completa. 

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles

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