Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 95% dos abusos sexuais contra crianças de adolescentes são cometidos dentro de casa
A educação sexual nas escolas pode representar uma ferramenta de prevenção ao abuso sexual. O tema é muito debatido na área educacional e, segundo especialistas na área, precisa ser levado com muita seriedade. O Ministério da Educação (MEC) tem diretrizes para orientar a inclusão da educação sexual nas escolas em parceria com o Ministério da Saúde. O foco é na promoção da educação sexual, reprodutiva e na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
Apesar disso, para Eunice Gonçalves, psicóloga, especialista em terapia de família e sexualidade humana, o ministério precisa ter diretrizes mais claras para que os pais entendam que não é uma escolha, mas sim parte da grade curricular do estudante.“Aconteceu momentos na escola em que os pais tinham que ser avisados para mandarem ou não seus filhos no dia que esse tema seria abordado. Eu, como psicóloga, fazia parte da aula juntamente com a professora de Biologia”, explica.
Um outro ponto que a psicóloga considera importante é que ministério forneça formação para os profissionais que vão abordar os temas de forma lúdica e de acordo com idade de cada turma.
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Foto: Reprodução/Google
“Embora as diretrizes sejam um avanço, considero necessário um aprofundamento e uma aplicação mais uniforme para que sejam realmente eficazes, não contendo variação entre as escolas, precisa de uma elaboração de um currículo integrado: formação de professores capacitados, políticas publicas com a implementação das diretrizes em todas as escolas, recursos didáticos, entre outros.”“É importante que se aborde a sexualidade de forma lúdica, por meio de jogos e livros adequados para a faixa etária. A idade ideal para já introduzir o tema é a partir dos 4 anos, fase na qual a criança já tem maior consciência sobre a diferenciação de corpos e, claro, que a linguagem e a forma de falar sobre o tema deve ser adaptada de acordo com a idade”, explica a profissional.
O MEC foi procurado via telefone e e-mail para explicação das diretrizes impostas pelo órgão acerca do tema nas escolas, mas a reportagem não obteve resposta. O espaço segue aberto.A Childhood Brasil, em parceria com a agência Soko/Droga5, evidencia na campanha “Olhe Mais de Perto”, que segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 85% dos abusos sexuais contra crianças de adolescentes são cometidos por conhecidos, e 65% destes casos, são cometidos dentro do próprio lar.
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“A educação sexual deve ser um tema tão comum como qualquer outro que compõe a grade curricular, pois é à partir desse aprendizado que a criança tem maior consciência sobre o seu corpo, compreendendo os limites necessários em relação à sua exposição bem como na relação com os adultos, compreendendo o que pode e o que não pode.”
Fonte: com informações Metrópoles
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