O ministro havia sido sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA por atuação na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 12, para culpar a desunião política de aliados no Brasil sobre a decisão do governo dos Estados Unidos em retirar as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em nota divulgada no X, o parlamentar afirmou que a sociedade brasileira perdeu uma “janela de oportunidade” para “enfrentar seus próprios problemas estruturais”.
Nesta sexta-feira, o governo americano comunicou a retirada de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnistsky. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, do Departamento do Tesouro dos EUA, não explicou as razões para essa atitude.
O deputado criticou a falta de coesão e de apoio interno às iniciativas conduzidas por ele no exterior. Eduardo Paulo Figueiredo dizem esperar que a decisão adotada pelo governo dos EUA seja bem-sucedida na defesa dos interesses estratégicos americanos, “como é seu dever”, sem detalhar os termos da medida anunciada.
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Fotos: ReproduçãoGoogle
O magistrado havia sido incluído na lista de sancionados em julho deste ano, no mesmo dia em que Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados aos EUA. À época, o governo americano citou como motivação a atuação do ministro na ação penal que, posteriormente, condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Trump chegou a acusar Moraes de promover uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. O magistrado foi o primeiro brasileiro a ser sancionado diretamente com base na Lei Magnitsky, que impõe restrições econômicas com efeitos extraterritoriais, como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo americano. Como reflexo, Moraes teve cartões de crédito cancelados no Brasil. No dia 22 de setembro, o governo americano anunciou também a inclusão de Viviane e da empresa Lex, ligada à esposa do ministro e aos três filhos do casal.
Fonte: Com informações Revista IstoÉ
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