?Já que o DNA do óvulo forma-se antes do nascimento da mulher, nada consegue alterar radicalmente a qualidade dele
O DNA dos óvulos que uma mulher libera ao longo da vida forma-se antes mesmo do nascimento dela. Mesmo assim, é possível melhorar a qualidade dos óvulos femininos na tentativa de aumentar as chances de uma gestação.
É o que dizem os médicos Dra. Paula Beatriz Fettback, Ginecologista especialista em Reprodução Humana pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Dr. Alfonso Massaguer, ginecologista especialista em reprodução humana, diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) e a nutricionista Natalia Barros, Nutricionista Mestre em Ciências pela UNIFESP e fundadora da NB Clinic.
“Já que o DNA do óvulo forma-se antes do nascimento da mulher, nada consegue alterar radicalmente a qualidade dele. No entanto, algumas medidas podem, sim, auxiliar na melhor divisão celular e processo de ovulação, por exemplo. Assim como no processo de indução da ovulação e maturação dos óvulos. E, consequentemente, formação de embriões de melhor qualidade em uma fertilização in vitro”, observa a Dra. Paula.
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Ela indica o suporte de vitaminas como: D, coenzima Q10, omega 3, metilfolato e geleia real, entre outras. “Nada substitui uma alimentação adequada, o acompanhamento de um nutricionista experiente e, principalmente, o fator idade do óvulo”, alerta a médica, Além disso, a especialista frisa que após os 35 anos há uma queda importante da quantidade e qualidade dos óvulos, independente de todas as medidas tomadas.
Qualidade dos óvulos vs. alimentação
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Em seu campo de atuação, a nutricionista Natalia concorda que uma dieta balanceada e rica em nutrientes é essencial: frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, por exemplo. “Pois, este tipo de dieta proporciona os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável dos óvulos, contribuindo para a fertilidade”, afirma.
Assim, ela conta que estudos recentes investigam o impacto dos padrões alimentares na fertilidade e comprovam que há melhora na qualidade dos óvulos de acordo com a dieta praticada. “Um exemplo é a dieta mediterrânea, caracterizada pelo consumo de alimentos naturais. Ou seja, ricos em antioxidantes e compostos bioativos, como frutas, vegetais, peixes e gorduras saudáveis. Além disso, a dieta ProFertility, que enfatiza o consumo de alimentos com baixo teor de pesticidas e agrotóxicos, além do uso de suplementos dietéticos”, revela a nutricionista.
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Fotos: Reprodução/Google
Por fim, o Dr. Alfonso adiciona um fator aos cuidados de melhoria dos óvulos: a avaliação da qualidade deles. “Existem vários indicadores e técnicas para inferir a qualidade ovocitária”, assegura ele, ao citar métodos como:
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Reserva Ovariana -Testes do hormônio anti-Mülleriano (AMH) e de hormônio folículo-estimulante (FSH);
Resposta aos Medicamentos de Fertilidade;
Contagem de Folículos Antrais (CFA);
Teste Genético Pré-Implantação (PGT).
Dessa maneira, todos os especialistas concordam que tais medidas devem também ser associadas a um estilo de vida saudável, com exercícios regulares, evitando o tabagismo, assim como o consumo excessivo de álcool e drogas ilícitas.
Fontee: com informaçõe Portal Vitat
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