17 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 16/12/2023

É difícil, doloroso e perigoso ser mulher no Brasil. Precisamos mudar isso

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Foto: Reprodução/Google

Todas nós sabemos o que é sentir medo, o que é ser calada, diminuída, interrompida

Assédio, discriminação, machismo e violência. Não importa cor, raça, origem, partido político. Essas são quatro experiências que unem todas as mulheres do país. Todas nós, mulheres, meninas, brancas, negras, indígenas, mulheres trans, mães, filhas, irmãs, PCDs, vendedoras, engenheiras, diaristas, professoras, médicas, eleitas, sabemos o que essas quatro experiências significam.

 

Todas nós sabemos o que é sentir medo, o que é ser calada, diminuída, interrompida. Todas nós sentimos no corpo e no psicológico as dores de viver em um país em que a cada minuto 8 mulheres são agredidas, em que 5 casos de feminicídio são registrados a cada 7 horas. Um país em que não importa o que aconteça, seremos sempre as descontroladas, loucas e desequilibradas.

 

O Brasil, que lidera os rankings mundiais de violência contra a mulher, é o país em que somente 4% das grandes empresas conta com uma mulher na cadeira da direção, em que as mulheres são mais de metade da população e do eleitorado, mas somente 15% dos assentos do parlamento federal.

 

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O país que viu uma deputada estadual ser assediada dentro do plenário durante o exercício do seu trabalho é, também, o país que agora assiste a dois episódios seguidos de violência dirigidos a duas representantes do povo brasileiro, em cadeia nacional.

 

Nessa semana, uma deputada federal foi ameaçada de violência física pelas opiniões que defende e uma senadora foi alvo de uma intervenção desrespeitosa e violenta enquanto falava à CPI da Pandemia, também pelas posições que defende. Ambos os casos exemplificam a violência que mulheres sofrem por todo o país no exercício de seus mandatos, seja no executivo ou no legislativo.

 

Não se tratam, infelizmente, de exceções

 

 

E na esperança de que esses episódios não se repitam, em nenhum lugar e em nenhum canto, manifestamos nosso apoio, sentimentos e solidariedade às Tabatas, às Isas, às Simones, às Lins, às Paulinhas. Às Marias de todo o Brasil.

 

Por um mundo em que a política no século 21 não seja a reprodução do mundo do século 19. Em que nossas roupas expressem unicamente nossas vontades. Em que nosso batom não seja motivo de incômodo. Em que nossa aparência não seja motivo de discussão. Em que a gente possa se expressar de acordo com nossas convicções. Em que ninguém nos diga que lugares podem ser ocupados.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Em que nossas vozes sejam ouvidas. Em que nenhuma de nós seja silenciada. Em que nós não sejamos interrompidas. Em que nossos sonhos não o sejam. Em que não sejam limitados os nossos passos. Em que a gente não precise andar olhando para trás. Em que nós sejamos as únicas proprietárias dos nossos corpos. Em que nossa inteligência não seja questionada em razão de nosso gênero.

 
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Em que nós estejamos na política, na engenharia, na ciência. Nas mesas, sempre às mesas, tomando as decisões. Em que nenhuma violência – simbólica ou expressa – seja por nós tolerada, contra nenhuma de nós.

 

Fonte: com informações do Portal Raps

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