13 de Dezembro de 2025

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Qualidade de Vida - 08/10/2025

Duas pequenas "mudanças de hábito" para uma vida visivelmente mais Feliz

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Foto: Reprodução/Google

Cortar excessos da rotina pode ser mais transformador do que adicionar novas tarefas Leia mais em: https://forbes.com.br/forbessaude/2025/10/2-pequenas-mudancas-de-habito-para-uma-vida-visivelmente-mais-feliz/

Um estudo recente publicado no Journal of Macromarketing descobriu que pessoas que praticam a simplicidade voluntária, consumindo deliberadamente menos e confiando mais em suas próprias habilidades, relatam níveis mais altos de felicidade e propósito de vida. Após analisar uma amostra de consumidores neozelandeses, o estudo concluiu que aqueles que optaram por vidas mais simples relataram maior felicidade e um senso mais forte de propósito. Observe aqui o uso da palavra “simples” em vez de “fácil” ou “conveniente”.

 

Isso nos conta uma história oposta à que nos é vendida hoje. O bem-estar talvez só crie raízes na falta de conforto, através do ato deliberado de abrir espaço para o que realmente importa. Mas aqui está o problema: vivemos em uma cultura que vende a facilidade como o bem supremo. Entregas mais rápidas, compras com um clique e todos esses atalhos digitais servem ao mesmo propósito de suavizar as asperezas da vida cotidiana.

 

O estudo, portanto, traz um alerta para nossas vidas impulsionadas pela IA: quanto mais convenientes elas se tornam, menos satisfeitos muitos de nós realmente nos sentimos. A boa notícia é que ele também traz soluções, sugerindo que o caminho para a felicidade pode não estar em simplificar tudo, mas em escolher conscientemente um pouco de inconveniência. Não se trata de austeridade ou de abrir mão de tudo. É sobre decidir que “o suficiente” pode ser melhor do que “mais”. E quando as pessoas tomam essa decisão, tendem a redirecionar seu tempo e energia para áreas que realmente importam: conexão, crescimento e significado.

 

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Por que a “simplicidade voluntária” funciona?

 

 

Pesquisadores classificam a felicidade de duas formas principais. A primeira é o bem-estar hedônico, que é a experiência diária de prazer e satisfação. A segunda é o bem-estar eudaimônico, mais ligado a viver de acordo com seus valores, sentir que sua vida tem direção e crescer como pessoa. O bem-estar hedônico é geralmente de curto prazo, enquanto o eudaimônico evolui e aumenta ao longo do tempo, quando bem cultivado.

 

Curiosamente, ao abraçar a simplicidade voluntária e se afastar da desordem do consumo constante, as pessoas parecem mais livres para investir no que realmente as alimenta em ambos os aspectos. A conveniência, por mais útil que seja, também pode nos roubar o senso de autonomia. Quando todo problema é terceirizado ou resolvido instantaneamente, perdemos os pequenos desafios que nos dão sensação de competência e criatividade.

 

Sentir-se autossuficiente, seja consertando algo em casa, cozinhando para um vizinho enlutado ou simplesmente tendo uma conversa significativa em vez de pegar o celular, pode nos lembrar como o esforço pode ser satisfatório. Essa satisfação, segundo pesquisas, é frequentemente o que leva à felicidade duradoura. Mas há uma ressalva: para ser feliz, você não precisa eliminar todas as formas de conveniência. Em vez disso, concentre-se em criar espaço para o que realmente acrescenta à sua vida, relacionamentos, propósito ou o orgulho de fazer algo com as próprias mãos. Aqui estão duas pequenas mudanças práticas que capturam esse espírito de simplicidade no dia a dia e podem torná-lo visivelmente mais feliz:

 

1. Descomplique seu feed de redes sociais

 


As redes sociais são melhores quando usadas para nos informar e inspirar. Na prática, porém, tendem a fazer o oposto. Hoje, quase todo usuário de smartphone conhece bem aquela sensação incômoda de que o mundo está correndo mais rápido do que conseguimos acompanhar e as redes sociais só pioram isso. Pesquisas mostram que isso não é apenas uma impressão. Um estudo de 2023, conduzido pela pesquisadora Lea Reis, destacou como os estilos de vida apresentados por influenciadores podem gerar um fenômeno chamado “tecnoestresse”.

 

Imagens glamourosas e conteúdos cuidadosamente editados online costumam exagerar a realidade, desencadeando emoções negativas e até sintomas depressivos, especialmente quando nos comparamos, mesmo que inconscientemente, com essas vidas fabricadas. Parte do problema está na falta de nuance, já que as redes não costumam recompensar sutilezas. Em um post, um influenciador pode celebrar ter completado uma maratona como sinal de superação; em outro, alguém pode retratar o mesmo ato como obsessão. É confuso, e, para muitos, exaustivo.

 

Essa complicação aumenta quando o contexto é removido para agradar aos algoritmos, que visam apenas maximizar o engajamento, não a compreensão. Com o tempo, essa exposição constante pode tornar o mundo opressor e polarizado, deixando pouco espaço para reflexão. Para lidar com isso, você não precisa abandonar totalmente as redes, a menos que sinta que isso te faria bem. Caso contrário, curar seu feed de forma intencional já é um excelente começo:

 

Selecione apenas algumas fontes confiáveis, pessoas que te informam, inspiram ou enriquecem. Aqui, qualidade vale mais que quantidade. Estabeleça limites. Defina horários para rolar o feed e interagir, em vez de deixar que ele dite sua atenção. Após cada sessão, pergunte-se se o conteúdo realmente ressoou com você ou se foi apenas aparência. Se sim, mantenha. Se não, exclua ou deixe de seguir sem culpa.

 

2. Faça, não compre

 

Fotos: Reprodução/Google


Pesquisas sobre materialismo e consumo compulsivo mostram que esses comportamentos estão intimamente ligados. Em um estudo com quase 400 consumidores, aqueles com altos índices de compra compulsiva também apresentaram níveis mais elevados de depressão e valores materialistas. Isso indica que “ter mais” nem sempre é reconfortante. Quando cada desejo é satisfeito instantaneamente — com compras noturnas online ou novas assinaturas, o resultado não é mais alegria, e sim mais bagunça, tanto física quanto mental.

 

Devemos também considerar os custos ocultos da conveniência excessiva. Cada nova assinatura é mais uma conta. Cada pacote é mais lixo. Mesmo os aplicativos que usamos para facilitar a vida exigem nossa atenção. O que começa como uma tentativa de simplificar a rotina muitas vezes resulta em mais complexidade. A solução parece simples, mas exige prática: compre menos, faça mais. Não é preciso abrir mão de todas as facilidades, apenas adotar o minimalismo no pensamento e na ação.

 

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Em vez de sempre comprar pão, tente assá-lo. Em vez de clicar em “adicionar ao carrinho” quando um botão quebra, conserte-o. Esses pequenos atos de criar ou reparar geram uma sensação de autonomia que nenhuma compra pode substituir. E, talvez ainda mais importante, comprar menos abre espaço para algo além da produtividade. Cria espaço para o tédio, que muitas vezes é o berço da criatividade. Abre espaço para a conexão, para conversar, compartilhar ou simplesmente estar com os outros, sem a distração do consumo constante. Assim, a decisão de fazer em vez de comprar não é autoprivação, e sim autolibertação. Ao sair da bolha acolchoada da conveniência, voltamos a uma vida repleta de significado.


Fonte: Com informações Revista Forbes 

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