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Sexo - 07/09/2022

Dor na penetração não é normal

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Foto: Reprodução

A médica e ginecologista e sexóloga Mariana Maldonado explica os motivos e as soluções para o incômodo.

Cerca de 20% das mulheres brasileiras sofrem de alguma dor sexual, inclusive o vaginismo, de acordo com o único estudo brasileiro sobre o tema, O Comportamento Sexual do Brasileiro, de 2004, coordenado por Carmita Abdo. Esta disfunção sexual é a dificuldade persistente e recorrente que uma pessoa fisicamente saudável tem de permitir a penetração vaginal, seja de um dedo, dilatador ou do pênis.

 

Essa dificuldade existe apesar de a pessoa realmente querer e desejar essa penetração, seja dentro do contexto sexual como nas tentativas de relação à dois, ou fora dela, como na própria tentativa de introduzir um simples absorvente interno e não conseguir. Existem tipos e níveis de vaginismo.

 

Autora do livro “Vencendo o Vaginismo com Autoconhecimento”, a médica ginecologista Mariana Maldonado garante que não existe dor normal na relação sexual. “Há dores que podem acontecer, como a dor na ovulação, que é comum, mas quando a gente fala de penetração, no sexo buscando o prazer (e que não seja o prazer na dor), não se pode relativizar. Não é normal”, esclarece.

 

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O desconforto com a penetração é uma queixa muito comum. As mulheres, não raramente, criam mitos para si mesmas, de que o pênis era grande demais, ou que a vagina é pequena e apertada, que faz tempo que não namora, e nada disso justifica a dor. Para uma mulher saudável, com lubrificação, sem nenhum tipo de inflamação, a penetração deve ser feita de forma natural, prazerosa e confortável.

 

Quando o problema é frequente e recorrente, limitante ou a impede sequer de começar a penetração, pode ser vaginismo. “A mulher não encontra razão, não reclama de falta de lubrificação, tem uma genitália saudável, normalmente entre 20 a 35 anos, tem orgasmo, gosta de carinhos, afagos, mas tem medo do que vai acontecer com a vagina na penetração”, explica a médica.

 

Fotos: Reprodução

 

É o momento em que se instaura o ciclo de tristeza e insatisfação do vaginismo. A mulher deseja, mas tem medo da penetração. “Ela teme até se tocar, pois o medo faz com que ela contraia a musculatura, em vez de relaxar. Há um medo psicológico com reação no corpo fisico. Quanto maior o medo, maior a reflexo.”

 
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O tratamento, por isso mesmo, é complexo e não passa apenas pela introdução de dilatadores. “É preciso ajudá-la a treinar a mente a não ter medo”, avalia Maldonado, que desenvolveu um método para ajudar na cura do vaginismo. “Estruturei também no digital para ampliar o alcance do programa. Eu vejo que é possível trazer o protagonismo para a mulher. Ela faz a própria liberação da musculatura, precisa primeiro colocar o próprio dedo para conhecer sua vagina, fazer a autoexploração.”

 

No programa de tratamento online de Resignificaçcão Genital, a mulher se redescobre e se cura. Na Internet, Maldonado mantém também um teste gratuito , para que as mulheres saibam se o que têm é vaginismo. O resultado do tratamento acaba indo além da reconquista das relações sexuais. As mulheres se empoderam, percebem que são capazes, não apenas de se abrir para a penetração, mas para o seu feminino.

 

Fonte: Portal IG 

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