A insolação pode se tornar grave e evoluir para óbito. Saiba como identificar a prevenir quadros da condição
As férias de janeiro costumam estar associadas a mergulhos no mar ou em piscinas. Entretanto, quanto maior a exposição ao sol, também aumentam as chances de sofrer quadros graves de insolação.
A insolação é provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40º C, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar. “A condição desregula todo o sistema de equilíbrio do organismo, e o corpo perde a capacidade de regular os líquidos”, afirma a dermatologista Meire Gonzaga.
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Sintomas de insolação
Em quadros leves, os primeiros sinais são:
Dores de cabeça;
Tontura;
Náusea;
Pele quente e seca;
Pulso rápido;
Temperatura elevada;
Distúrbios visuais;
Confusão mental.

Dependendo do tempo de exposição ao sol, os sintomas podem ser mais graves. Nesses casos, pode acontecer:
Respiração rápida e difícil;
Palidez (às vezes desmaio);
Convulsão;
Temperatura do corpo muito elevada;
Extremidades arroxeadas;
Fraqueza muscular;
Coma;
Morte.
Como tratar um quadro de insolação
Por evoluir para formas mais graves, é crucial tratar rapidamente um quadro de insolação. Para isso, é preciso reduzir a temperatura corporal da pessoa e hidratar bastante o organismo. Portanto, os profissionais de saúde podem oferecer água e manter o paciente em um lugar fresco, com sombra e ventilação, ajudando na recuperação. Dependendo do caso, pode ser necessária hidratação venosa.
É recomendado, também, retirar o máximo de roupas possíveis, deixando a pessoa apenas com peças leves, para que o corpo consiga reagir. O médico também pode fazer compressas de água fria e colocar panos molhados para ajudar a baixar a temperatura corporal.
No geral, o Ministério da Saúde recomenda:
Remover a pessoa para um local fresco, à sombra e ventilado;
Remover o máximo de peças de roupa;
Se estiver consciente, a pessoa deverá ser mantida em repouso e recostada (cabeça elevada);
Ofereça bastante água fria ou gelada ou qualquer líquido não alcoólico;
Se possível, borrife água fria em todo o corpo da pessoa, delicadamente;
Aplique compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas;
Assim que possível, coloque a pessoa imersa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas.
É importante destacar que, em casos graves, é preciso procurar atendimento médico de emergência. O melhor cenário é levar a pessoa imediatamente ao hospital ou solicitar apoio de urgência e emergência (SAMU 192).
Prevenção
Além do quadro ser pontualmente grave, quanto mais queimaduras solares tivermos durante a vida, maior é a nossa chance de ter câncer de pele, explica a Dra. Meire. Por isso, as medidas de prevenção são tão importantes. A médica aponta as principais formas de se proteger:

Fotos: Reprodução Google
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Utilize filtro solar 30 minutos antes da exposição. Tire toda a roupa e passe filtro em todas as regiões do corpo;
Mantenha a hidratação oral;
Reaplique o filtro solar a cada duas horas ou a cada mergulho;
Use medidas de proteção mecânica, como bonés, viseiras, guarda-sóis, óculos de sol e roupas com proteção ultravioleta, por exemplo;
Evite ficar exposto nos horários de maior incidência da radiação solar (entre as 10h e 14h).
Fonte: com informações Portal Metrópoles
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