16 de Maio de 2026

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Empreendedorismo - 04/06/2023

Dono do Madero, endividado, se diz arrependido do apoio a Bolsonaro e críticas ao isolamento

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Foto: Reprodução

Chef Junior Durski afirmou durante a pandemia que o Brasil não podia parar por 'cinco ou sete mil mortes'.

O presidente do Grupo Madero, Luiz Renato Durski Junior, conhecido como chef Junior Durski, após acumular uma dívida quase bilionária nos últimos anos, afirmou em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (4), que se arrepende de ter criticado a quarentena durante a pandemia da Covid-19. Na época, ele afirmou que o país não podia parar por “cinco ou sete mil mortes”.

 

O empresário diz também que não deveria ter apoiado o candidato derrotado nas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PL), de extrema-direita. Ele conta que lembrou do seu avô, que tinha o açougue na fazenda e mercadinho, e dizia: “Junior, quem abriu comércio não tem candidato, não tem político. Não pode tomar partido muito fácil porque para o negócio não é bom”.

 

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A dívida

 

 

No segundo trimestre do ano passado, sua empresa apresentava uma dívida bruta próxima de R$ 1 bilhão, prejuízos acumulados acima de R$ 700 milhões, queima de caixa que deixou o grupo com apenas R$ 40 milhões e um plano de expansão visto com apreensão no mercado.

 

Fotos: Reprodução

 

Apesar de afirmar que não foram suas declarações que afetaram o negócio, ele diz que não repetiria uma declaração desse tipo. “Mas, se me perguntar: ‘Faria de novo?’. Não, eu iria seguir a recomendação do meu avô e tocar a vida. A torcida é muito grande para que tudo dê muito certo. E naquilo que a gente puder ajudar é o que tem de acontecer. O Brasil é um país maravilhoso, forte, com um povo muito trabalhador, uma potência mundial em trabalho, em território, que é abençoado. Já passamos por tanto. Está difícil, mas nunca foi fácil”, conta.

 
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Otimismo

 

Sobre a atual política econômica, ele se mostra otimista: “Não é que eu não entenda, mas o meu negócio no Madero é fritar hambúrguer. O input dos bancos está bem, mais devagar do que deveria, mas a perspectiva é que vai melhorar, que o mercado devagarinho vai retomando, como está retomando. O mercado de capitais deve abrir. Ninguém sabe quando, mas a gente tem de estar pronto. Vamos trabalhar como se não tivesse IPO (Initial Public Offering” ou “Oferta Pública Inicial). Ir pagando a dívida no fluxo”, encerra.

 

Fonte: com informações da Revista Fórum 

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