17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 26/02/2023

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal votam para acatar queixa-crime de Tabata contra Eduardo Bolsonaro; Moraes vê 'misoginia'

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou Tabata de agir "com o propósito de beneficiar ilicitamente terceiros".

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal votaram por aceitar uma queixa-crime apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) contra o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em razão de críticas feitas sobre a defesa da parlamentar a um projeto que tratava sobre a distribuição de absorventes em espaços públicos. Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou Tabata de agir "com o propósito de beneficiar ilicitamente terceiros".

 

No julgamento, que acontece no plenário virtual da Corte - em que os votos são incluídos em um sistema -, o ministro Edson Fachin acompanhou o posicionamento do ministro Alexandre de Moraes, para quem Eduardo Bolsonaro fez declarações misóginas e, assim, ultrapassou os limites da imunidade parlamentar.

 

Segundo Moraes, as declarações de Bolsonaro devem "ser devidamente apreciada por esta Suprema Corte".

 

Veja também

 

A valorização da riqueza do feminino

Espanha aprova licença menstrual remunerada

 

Dois ministros do STF votam para acatar queixa-crime de Tabata contra  Eduardo Bolsonaro; Moraes vê 'misoginia'

Foto: Reprodução

 

“O deputado federal, nas publicações em referência, na plataforma digital Twitter, extrapolou da sua imunidade parlamentar para proferir declarações abertamente misóginas e em descompasso com os princípios consagrados na Constituição Federal, cuja ilicitude deverá ser devidamente apreciada por esta Suprema Corte”, diz Moraes em seu voto.

 

O relator do processo, ministro Dias Toffoli, havia votado contra o pedido de investigação feito pela parlamentar sob alegação de "ausência de justa causa", em razão de as manifestações de Eduardo Bolsonaro estariam acobertadas pela imunidade material.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

As publicações foram feitas por Bolsonaro em 2021, depois que a deputada criticou o veto do então presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei. O deputado disse que a colega agia de “maneira quase infantil” para “atender ao lobby de seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann, um dos donos da produtora de absorventes P&G, do que realmente conseguir um benefício ao público”.

 

O julgamento no STF ocorre até o próximo dia 3. Ainda faltam os votos de oito ministros.

 

Fonte: Com informações do Portal Extra 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.