17 de Junho de 2026

NOTÍCIAS
Meio Ambiente - 17/06/2026

Do pasto à floresta produtiva: Ipaam licencia sistema agroflorestal em Careiro

Compartilhar:
Foto: Divulgação/Remata

Projeto autorizado pelo órgão ambiental prevê cultivo de espécies agrícolas e florestais em 101 hectares

Uma área que antes era utilizada para atividade pecuária vai dar lugar a um sistema de produção que une espécies agrícolas e florestais no município de Careiro (a 88 quilômetros de Manaus). O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concedeu, na terça-feira (16/06), a Licença Ambiental Única (LAU) nº 190/2026 para a Remata Agroflorestal Ltda., autorizando a implantação e manejo de um Sistema Agroflorestal (SAF) na Fazenda Remata Agroflorestal.

 

O projeto será desenvolvido em uma área de 101,76 hectares e prevê a recuperação produtiva do terreno, por meio do cultivo integrado de espécies agrícolas e florestais. O sistema reúne plantas de diferentes ciclos, com previsão de produção de alimentos e produtos florestais, associado ao manejo adequado do solo e da vegetação.

 

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que o licenciamento ambiental é uma etapa fundamental para avaliar as condições de implantação de atividades produtivas e estabelecer medidas de controle ambiental. Segundo ele, iniciativas desse tipo precisam seguir critérios técnicos e cumprir as normas previstas na legislação. “Quando uma atividade produtiva incorpora medidas de recuperação e manejo adequado da área, ela pode ser desenvolvida com mais responsabilidade ambiental. O papel do licenciamento é avaliar essas condições, estabelecer critérios técnicos e acompanhar o cumprimento das obrigações ambientais previstas”, afirmou Picanço.

 

Veja também

 

Área desmatada no Amazonas cai 57% nos cinco primeiros meses de 2026, apontam dados do Inpe

Segunda licitação do trecho do meio da BR-319 já tem empresa habilitada

 

Agrofloresta

 

 

Fundada em 2023, a Remata Agroflorestal atua com implantação e manejo de sistemas agroflorestais, restauração de áreas degradadas, produção de mudas e bioinsumos. Na área licenciada pelo Ipaam, estão previstas espécies agrícolas e florestais como banana, mamão, abacaxi, cubiu, cacau, açaí, pau-rosa, cumaru, ipês, cedro, jatobá e mogno, entre outras espécies. O modelo autorizado pelo Ipaam combina espécies de crescimento rápido com árvores de ciclo mais longo, buscando reproduzir características dos processos naturais da floresta e permitir diferentes formas de produção na mesma área.

 

Benefícios ambientais

 

Fotos: Divulgação/Remata

 

Os Sistemas Agroflorestais são alternativas de uso do solo que associam produção agrícola e conservação ambiental. Entre os benefícios estão a proteção do solo, a recuperação de áreas degradadas, a melhoria da biodiversidade e o aumento do equilíbrio biológico, que pode contribuir para a redução da necessidade de insumos químicos. O modelo também permite diversificar a produção e gerar renda em diferentes períodos, com culturas de ciclos variados. Além da recuperação ambiental e da produção agroflorestal, o empreendimento prevê investimentos em viveiros de mudas, sistemas de irrigação, monitoramento ambiental e tecnologias aplicadas ao acompanhamento da área.

 

A iniciativa também tem previsão de gerar empregos diretos e indiretos, principalmente em atividades como produção de mudas, implantação e manejo dos sistemas agroflorestais, monitoramento ambiental, colheita, beneficiamento e assistência técnica. A expectativa é que o projeto contribua para movimentar a economia local, envolvendo trabalhadores rurais, profissionais técnicos e serviços ligados à cadeia produtiva agroflorestal.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Condicionantes ambientais

 

Com validade de cinco anos, a licença emitida pelo Ipaam estabelece uma série de condicionantes ambientais que devem ser cumpridas pelo empreendimento durante a execução da atividade. Entre as determinações estão a manutenção das áreas de preservação permanente (APPs), a preservação da reserva legal do imóvel e a adoção de medidas de controle para garantir que o sistema agroflorestal seja desenvolvido conforme as condições aprovadas pelo órgão ambiental. O documento também determina que a atividade permaneça dentro dos parâmetros apresentados no processo de licenciamento, com acompanhamento das ações previstas e cumprimento das normas ambientais aplicáveis. A propriedade possui 332,82 hectares de área total, sendo 173,34 hectares destinados à reserva legal e 32,30 hectares correspondentes a áreas de preservação permanente. 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.