Confira um pouco sobre a trajetória da campeã!Nascida em Imperatriz, no Maranhão
Em busca de equidade de gênero nos esportes, as mulheres estão lutando cada vez mais por destaque e respeito. Um desses exemplos é a skatista Rayssa Leal, considerada ícone do esporte no Brasil. A maranhense de Imperatriz viralizou na internet ao andar de skate vestida de fada com apenas 6 anos, e logo mais, com 13, conquistou o coração dos brasileiros ao se tornar medalhista de prata na modalidade skate street nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Confira um pouco sobre a trajetória da campeã! Nascida em Imperatriz, no Maranhão, Jhulia Rayssa Mendes Leal ganhou o primeiro seu primeiro skate aos seis anos. Por meio de um vídeo que viralizou na internet feito por sua mãe, no qual ela estava andando pelas ruas de sua cidade natal enquanto realizava manobras vestida com uma fantasia de fada, a menina ganhou a atenção da mídia.
O vídeo chegou até a lenda do skate, Tony Hawk e foi repostado pelo mesmo com a legenda: “Eu não sei nada sobre isso, mas é incrível: um salto de conto de fadas no Brasil por Rayssa Leal”. A repercussão a levou até o programa Esporte Espetacular, onde teve a chance de conhecer sua grande inspiração no esporte, Letícia Bufoni, além de receber seu apelido: a fadinha do skate.
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Aos 7 anos, viajou 2.800 km com a mãe para competir no Campeonato Brasileiro de Street Skate Mirim em Blumenau, Santa Catarina. A maranhense saiu como primeira campeã brasileira de skate mirim. Desde então, competiu em campeonatos a níveis internacionais, chegando a conquistar etapas da SLS, a primeira e maior liga de skate street. Após conquistar a etapa de Los Angeles em 2019, ela se tornou a atleta mais jovem a ganhar uma etapa do mundial e garantiu sua vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
As Olimpíadas de Tóquio 2020 inauguraram a presença do skate na maior competição atlética do mundo. Dividido em dois formatos, skate street e skate park, o Brasil foi representado por 12 atletas, sendo metade mulheres, e conquistou 3 medalhas de prata. Kelvin Hoefler no street masculino, Pedro Barros no park masculino e Rayssa Leal no street feminino. Rayssa se tornou a atleta mais jovem a participar da delegação brasileira e a mais jovem medalhista brasileira aos 13 anos. Rayssa marcou seu nome na história mundial do skate e do esporte. A menina que era vítima de piadinhas na escola por andar de skate, considerado esporte de “menino”, virou ícone de milhares de meninas que sonham em ser como ela.
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Fotos: Reprodução/Google
Rayssa representa uma geração de mulheres que brilham no esporte e que chegaram ao lugar mais alto do pódio após décadas de repressão. Até o final dos anos 70, as mulheres eram proibidas de praticar qualquer atividade física. Uma menina negra, vinda do interior do Maranhão tem o poder de influenciar outras meninas e mulheres a ocuparem lugares socialmente ocupados por homens.
Além disso, a atleta trouxe uma grande visibilidade ao skate, esporte que por muito tempo não foi considerado esporte e que era até proibido em cidades como São Paulo, sendo marginalizado e visto com maus olhos. O orgulho brasileiro anda de skate e tem como lema: “se você pode sonhar, você pode realizar”.
Fonte: com informações do Portal M de Mulher
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