Qual é a diferença entre diversidade e inclusão?Para começarmos a falar sobre este conceito, é importante entender qual a diferença entre os termos ?diversidade? e ?inclusão?.
Atualmente, muito se fala sobre “diversidade e inclusão”, também conhecidas como “D&I”, mas ainda existem algumas dúvidas que permeiam a mente da maioria das pessoas. Por isso, estamos aqui para te ajudar a entender tudo o que você precisa saber sobre esse universo! Vamos nessa?
Qual é a diferença entre diversidade e inclusão?Para começarmos a falar sobre este conceito, é importante entender qual a diferença entre os termos “diversidade” e “inclusão”.
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O que é diversidade?
A palavra diversidade nos remete a tudo aquilo que é diferente, diverso, plural. Ela é uma multiplicidade cultural, biológica, étnica e linguística. A diversidade contempla todas as pessoas, mas, quando falamos do conceito de D&I, ela se refere especificamente às pessoas que representam grupos sociais minorizados
A diversidade ainda é julgada por muitas pessoas como algo ruim, pois elas têm medo do novo, do que é diferente delas mesmas. Mas na verdade, ela deve ser valorizada, pois é através das nossas diferenças que conseguimos crescer, aprender e inovar.
Qual o conceito de inclusão?
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Enquanto a diversidade se refere à diversos grupos sociais, o conceito de “inclusão” se refere à inclusão dessas pessoas na sociedade de forma equitativa. Possui o objetivo de garantir que essas pessoas sejam representadas em todas as áreas, inclusive ocupando espaços de poder, recebam oportunidades de ensino e trabalho, e ainda tenham todos os seus direitos respeitados.
Isso acontece através do desenvolvimento de ações de conscientização, compartilhamento de informações sobre o tema, inclusão de pessoas diversas em seu ciclo social e equipe de trabalho. Entre outras formas de quebrar as barreiras atitudinais que ainda estão excluindo grande parte da população.
Quais são os principais grupos de diversidade?Para facilitar a compreensão, quando pensamos em grupos de diversidade, separamos em algumas categorias:
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Etnia: esse grupo engloba pessoas de diferentes raças e culturas, como as pretas, indígenas, imigrantes etc.
Gênero: todas as pessoas que se identificam como mulheres e pessoas transgênero.
Idade: pessoas com diferentes idades, principalmente as com mais de 50 anos, que muitas vezes são excluídas do mercado de trabalho.
Orientação sexual: pessoas que se identificam como homossexuais, bissexuais, queers, pansexuais, intersexuais e assexuais.
Pessoas com deficiência: pessoas com deficiência física e/ou motora, pessoas com deficiência intelectual, pessoas com deficiência sensorial, entre outras deficiências.
O que a falta de diversidade causa?
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A falta de diversidade nas empresas, nas escolas, em cargos de liderança, ou em qualquer outro espaço, desencadeiam uma série de problemas e conflitos relacionados à violação do direito dessas pessoas, e que ferem inclusive os direitos humanos.
Isso ocorre, pois sem representatividade de pessoas diversas, aquela estrutura será representada por um modelo de ideias engessadas, que não alcançam o que está fora daquela “bolha”. Como mencionamos anteriormente, muitas pessoas têm medo do que é diferente delas, medo de pensar para além do que estão acostumadas a viver e experienciar. Isso pode torná-las resistentes ou agressivas, até mesmo para se “defender” da diversidade, que parece ser uma ameaça. Essa atitude é percebida de algumas formas, como:
Capacitismo: O capacitismo é o preconceito contra as pessoas com deficiência. É o julgamento da capacidade de uma pessoa por sua deficiência. Isso pode acontecer tanto verbalmente, ao desrespeitar uma pessoa com deficiência, ou ainda quando ela é excluída do mercado de trabalho, ou não encontra as ferramentas de acessibilidade necessárias para executar suas funções.

O ouvintismo, é um exemplo disso, que acontece quando as pessoas ouvintes duvidam da capacidade das pessoas surdas de realizarem atividades cotidianas, ou então não oferecem os recursos de acessibilidade necessários para elas, como as legendas ou intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Racismo: O racismo é o preconceito e discriminação por parte de uma pessoa ou uma comunidade, contra as pessoas que pertencem a grupos raciais e étnicos tipicamente excluídos pela sociedade. No Brasil, 21,7 milhões se consideram pessoas pretas, enquanto 97,6 milhões se declararam pessoas pardas, segundo dados do IBGE. Além disso, cerca de 890 mil são indígenas. O racismo é estrutural na sociedade e as pessoas que mais sofrem com ele são as pessoas pretas, pardas e indígenas.
Homofobia: Homofobia é o preconceito contra as pessoas da comunidade LGBTQIA +. É uma série de atitudes e sentimentos negativos e discriminatórios em relação a elas. Isso muitas vezes reflete inclusive no mercado de trabalho, quando deixam de ser contratadas por causa de“pré-julgamentos” equivocados ao seu respeito. Ou ainda quando sofrem estes ataques nos ambientes de ensino ou trabalho.
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Machismo: O machismo é uma atitude, ou um conjunto de atitudes, que rejeita a igualdade de condições sociais e direitos entre homens e mulheres. Ele ainda está presente de forma estrutural na sociedade, em crenças profundas que vem desde os tempos mais remotos. Como por exemplo que os homens são mais fortes e têm mais poder do que as mulheres, ou que eles devem ter a palavra final (e por isso devem ocupar cargos de liderança), ou ainda que são os provedores e devem sustentar sua família, entre muitas outras.
Preconceitos: Todos os itens mencionados acima são formas de preconceitos e discriminações partindo de uma pessoa, comunidade, ou até grupos de poder, contra grupos minorizados. Pode ser considerado um ato de violência e intolerância, cometido com base em suas próprias experiências pessoais e do que acredita ser o “certo” ou “aceito”. São julgamentos baseados em ideias equivocadas contra alguém.
Qual a importância da diversidade e inclusão?
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É importante que a diversidade e inclusão seja trabalhada na sociedade, nas escolas, nos locais de trabalho etc, pois é ela que abre espaço para novas ideias, novas percepções de mundo, gerando soluções criativas e inovadoras.
Alguns resultados positivos esperados são:
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Fotos: Reprodução/Google
Bem-estar social: As pessoas que pertencem ao grupo de diversidade devem ser incluídas na sociedade e receber as mesmas oportunidades de forma equitativa. A inclusão promove o bem-estar, pois deste modo, reduzimos a situação de vulnerabilidade social dessas pessoas, que infelizmente ainda é o caso de muitas.
Além disso, quanto mais trabalhamos a diversidade e inclusão em todos os espaços, inclusive nos canais digitais de comunicação, mais conseguimos conscientizar as pessoas sobre a importância do respeito às diferenças. O que começa a nos posicionar em um ciclo virtuoso, mas que ainda tem muito a melhorar!
Engajamento: Com o avanço das redes sociais, temos conseguido disseminar mais conhecimento e informação, e ainda denunciar os casos de preconceito e discriminação com mais facilidade. Com isso, podemos perceber que cada vez mais as pessoas estão se engajando com causas sociais de inclusão.
Esse engajamento é fundamental para acabarmos com o preconceito e discriminação, pois as pessoas têm conseguido fazer o exercício de olhar para dentro de si mesmas e observar seus julgamentos, que muitas vezes estavam inconscientes, e ainda olhar para as pessoas ao seu redor e perceber traços de preconceito. Isso dá a oportunidade de autocorreção e de alertar as outras pessoas, caso estejam reproduzindo falas ou outros padrões preconceituosos.
Fonte: com informações Hand Talk
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