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Saúde da Mulher - 31/07/2025

DIU: saiba como escolher e tire dúvidas sobre o uso

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Foto: Reprodução/Google

Especialista esclarece dúvidas sobre tipos, uso e funcionalidade do DIU, um dos métodos mais eficazes contra gravidez

O DIU, dispositivo intrauterino, um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente, ainda é alvo de muitas dúvidas e desinformação, que acabam afastando pessoas que poderiam se beneficiar de forma segura e prática desse recurso. Por isso, o médico ginecologista e obstetra Alexandre Rossi esclarece as principais dúvidas sobre o uso.

 

“Com acesso à informação de qualidade e acompanhamento profissional, o DIU pode representar uma alternativa prática, eficaz e de longa duração para quem busca mais autonomia e tranquilidade na escolha de um método contraceptivo”, avalia o médico responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros e médico colaborador de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

 

Mito. A mulher não precisa ter tido filhos para colocar DIU. Evidências científicas indicam que ele é seguro inclusive para adolescentes ou pessoas de todas as faixas etárias e que nunca engravidaram. Mito. O DIU não causa infertilidade e nem aumenta o risco de infecções, desde que a colocação aconteça corretamente e a paciente faça o acompanhamento ginecológico de forma adequada.

 

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Verdade. Além da função contraceptiva, o DIU hormonal também contribui com o tratamento de algumas condições, como endometriose, adenomiose e sangramentos uterinos anormais, o que amplia ainda mais seu papel na saúde ginecológica.Existem dois principais tipos do método contraceptivo: o de cobre e os hormonais. Com a inserção realizada adequadamente por um médico, os dispositivos têm duração que varia de 3 a 10 anos, dependendo do tipo. De acordo com o ginecologista, a principal diferença entre eles está no funcionamento.

 

“O DIU de cobre atua alterando o ambiente uterino, dificultando a movimentação dos espermatozoides e impedindo a fecundação, enquanto o DIU hormonal libera pequenas quantidades de levonorgestrel, que afina o endométrio e espessa o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozoides”.

 

A escolha do tipo de DIU deve levar em consideração o histórico de saúde da paciente, seu perfil hormonal, características do ciclo menstrual, além de possíveis desconfortos com sangramentos e preferências pessoais.“O DIU de cobre, por não conter hormônios, costuma ser indicado para quem prefere métodos não hormonais ou tenha alguma contraindicação ao hormonais. Este DIU, em alguns casos, aumenta o fluxo menstrual e pode ocasionar cólicas, especialmente nos primeiros meses após a colocação”, orienta Alexandre.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No caso dos dispositivos hormonais, tendem a reduzir significativamente o sangramento e as cólicas, podendo inclusive suspender a menstruação por completo. Por isso, pacientes que sofrem constantemente com cólicas e TPM podem utilizá-lo para alívio desses sintomas.

 

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“É importante explicar que, em caso de não adaptação ou sintomas excessivos, a retirada pode ser realizada a qualquer momento, sem que seja necessário aguardar o fim de sua vida útil”, ressalta o especialista.A colocação do DIU pode ser feita tanto em consultórios médicos quanto em hospitais, conforme a necessidade da paciente. Para início do uso, em geral, recomenda-se que a colocação ocorra durante o período menstrual, descartando a gravidez e facilitando a inserção pela dilatação do canal cervical. A paciente também pode colocar o dispositivo logo após o parto, aborto ou imediatamente após a troca de método anticoncepcional.

 

Fonte: com informações Alto Astral

 

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