A insegurança global, crises e o enfraquecimento democrático criaram uma tempestade perfeita de retrocessos nos direitos das mulheres
Em 2025, celebramos o 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, um marco histórico adotado por 189 governos em 1995, comprometendo-se com a promoção dos direitos das mulheres. Apesar dos avanços significativos nas últimas três décadas, um relatório recente da ONU revela que os direitos das mulheres estão sob ataque, com quase um quarto dos governos relatando retrocessos nessa área.
Retrocesso nos Direitos das Mulheres
A insegurança global, crises e o enfraquecimento democrático criaram uma tempestade perfeita de retrocessos nos direitos das mulheres. Atualmente, quase três quartos da população mundial vivem sob regimes autocráticos que restringem direitos e liberdades, e mais de 600 milhões de mulheres e meninas residiam em países afetados por conflitos em 2022.
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O retrocesso contra a igualdade de gênero frequentemente surge do medo de perder poder, privilégio e controle. À medida que mais mulheres e grupos marginalizados exigem igualdade e desafiam sistemas opressivos, aqueles que se beneficiam do status quo sentem-se ameaçados. As mídias sociais amplificaram tanto o progresso quanto o retrocesso, servindo como plataformas para avanços e para resistência.
Esperança e Resiliência
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Apesar dos desafios, ativistas feministas mantêm a esperança e a resiliência. Tarana Burke, fundadora do movimento #MeToo, acredita que, embora o momento seja difícil, a luta contínua indica progresso. Leymah Gbowee, laureada com o Prêmio Nobel da Paz, enfatiza a importância de as mulheres se levantarem, falarem e se mostrarem presentes, pois ninguém fará isso de forma mais eficiente do que elas.
Ativistas enfrentam desafios como o desgaste e o retrocesso. Aly Raisman, ginasta olímpica e ativista, destaca a importância de transformar preocupação e medo em ação, reconhecendo que é normal sentir medo e tristeza. Jaha Dukureh, embaixadora da ONU Mulheres para a África, aconselha os jovens feministas a lembrarem que não se pode servir de um copo vazio, enfatizando a necessidade de autocuidado.
Como Apoiar os Direitos das Mulheres Hoje
Ativistas de todo o mundo sugerem várias formas de apoiar os direitos das mulheres:
• Educar-se sobre as questões de gênero;
• Doar para organizações de base e movimentos feministas para preencher lacunas de financiamento;
• Contribuir para prevenir a violência contra mulheres e crianças, fornecendo ferramentas e conscientização para reconhecer situações de risco e agir;

• Amplificar as vozes de mulheres e grupos marginalizados;
• Responsabilizar líderes por suas ações em relação à igualdade de gênero;
• Ouvir e acreditar nas experiências das mulheres.
A luta pelos direitos das mulheres continua, e a solidariedade global é essencial para enfrentar os desafios atuais e futuros. Trinta anos após a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, os direitos das mulheres enfrentam desafios significativos, com retrocessos reportados em diversas nações.
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Fotos: Reprodução/Google
No entanto, a determinação e a resiliência das mulheres permanecem inabaláveis. A solidariedade global e o compromisso contínuo são essenciais para assegurar que os avanços conquistados não sejam perdidos e que a igualdade de gênero seja uma realidade para todas. Cada ação conta, e juntos podemos construir um futuro mais justo e igualitário.
Maria Santana Souza é Jornalista, sob o nº 001487/AM, diretora-presidente do Portal Mulher Amazônica e apresentadora do podcast Ela.
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