04 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 29/11/2024

DIREITOS DA MULHER: PEC Contra Aborto legal não protege a vida e é Assassina

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Cortinão de fumaça sobre o indiciamento por golpismo de Jair Bolsonaro

Apesar dos defensores da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) contra o aborto afirmaram que a proposta protege a vida, ela irá provocar mais mortes, afirmou a colunista Cris Fibe ao UOL News.

 

A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) hoje e, na prática, proíbe o aborto no Brasil, mesmo em situações previstas pela lei, como estupro.

 

Aqui no Brasil, a gente tem o direito legal [do aborto] previsto pela Constituição em caso de anencefalia do feto, ou de risco de vida da mãe e do bebê, ou em casos de estupro. Com essa PEC sendo aprovada — e eu acho que a gente tá falando aqui de um risco real, embora espere que isso não aconteça —, a gente tá falando de uma PEC que vai aumentar o número de mortes. Então, a gente não está falando de uma PEC de proteção à vida. Isso é mentira.

 

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Quando usam essa expressão para aprovar essa PEC, 'estamos falando aqui do direito à vida, à concepção da vida desde o feto', isso é mentira, porque eles estão tentando criar mais um obstáculo para que mulheres que têm o direito legal ao aborto como proteção à sua vida, percam esse direito e morram. Morram nos hospitais, morram em locais clandestinos, onde elas vão buscar o aborto ilegal. Isso já acontece no Brasil hoje.

 

 

Se ela tiver o direito a buscar o aborto de maneira segura, com acesso à saúde, isso protege as vidas.Então, essa PEC, que é tida como uma PEC de proteção à vida desde a concepção, na verdade é uma PEC assassina, que vai causar mortes, aumentar o número de mortes, aumentar o número de abortos ilegais.Cris Fibe, colunista do UOL

 

 

Fibe destaca que, desde o governo Bolsonaro, meninas e mulheres têm enfrentado mais obstáculos para conseguir acesso ao aborto.Então, vamos imaginar que uma menina de 10, 11, 12 anos é estuprada pelo seu pai ou pelo seu padrasto ou pelo seu avô dentro de casa, engravida, e ela fica impedida por lei de tirar esse feto que coloca a sua própria vida em risco e é fruto de um estupro.

 

 

A gente já vem, desde a era Bolsonaro, vendo que as meninas e mulheres têm os seus direitos legais ao aborto mais dificultados. E meninas estão correndo risco de vida sério por causa disso. Então, [a PEC] é mais um passo nessa direção.

 

 

É claro que tem um componente do timing disso. Tem também o timing da investigação do indiciamento dos golpistas, que está tomando o noticiário brasileiro.

 

 

Então, a Câmara - olha que loucura - tenta proibir aborto em crianças estupradas como cortina de fumaça para o golpismo do Bolsonaro.Leonardo Sakamoto, colunista do UOL.

 

 

Sakamoto destaca que meses atrás a discussão sobre aborto legal havia voltado depois que outra PEC tentava prever pena de homicídio para pessoas que fizessem aborto.Vamos lembrar que a questão do estupro de crianças é uma questão que pegou muito forte meses atrás num projeto de lei bizarro que tava circulando no país.

 

 

E aí o pessoal foi pra cima. Pessoas religiosas, sem religião, conservadoras, progressista, falaram: "Pera lá, tem limite para tudo nessa vida, né? Vamos parar com isso, porque isso é um absurdo completo".

 

 

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Fotos: Reprodução/Google

 

Então, isso vai voltar. Se aprovar isso, crianças que ficarem grávidas após estupro que não tenham capacidade de levar adiante a gestação, serão proibidas de abortar. Tudo isso pra quê? Cortinão de fumaça sobre o indiciamento por golpismo de Jair Bolsonaro. 

 

Fonte: com informações Uol

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