22 de Abril de 2026

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Política - 27/01/2023

Dino: governo planeja enviar pacote antigolpe ao Congresso em fevereiro. Veja propostas

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Foto: Reprodução

Ministro da Justiça, Dino se reuniu, nesta 5ª (26/1), com secretários da Segurança Pública de estados e DF. Ele falou sob pacote antigolpe

O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse na quinta-feira (26/1) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve encaminhar ao Congresso Nacional, em fevereiro, o pacote “antigolpe” com as propostas legislativas sobre a segurança e a defesa do Estado Democrático de Direito. A medida ocorre após os ataques terroristas às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.

 

Entre as propostas, constam criação da Guarda Nacional, aumento de pena para quem participa e financia atos antidemocráticos e responsabilização de plataformas pelo cometimento de crimes nas redes

 

Em reunião com secretários de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal, o ministro ainda afirmou que o “terrorismo político” não pode ficar isento de consequências gravíssimas. Na ocasião, Dino ainda anunciou que haverá uma “operação complexa” na capital federal para garantir a segurança das cerimônias de início dos anos do Legislativo e Judiciário.

 

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Em 1º de fevereiro, parlamentares tomarão posse; na mesma data, serão eleitos os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. Após os vandalismos de 8 de janeiro, há receio de que haja um novo movimento planejado para as cerimônias no Congresso.

 

Propostas

 


Segundo Dino, serão enviados ao Congresso dois projetos de lei, uma proposta de emenda à Constituição e uma medida provisória.

 

A emenda constitucional visa criar a Guarda Nacional, que será responsável por cuidar de áreas de interesse federal no DF. Atualmente, a Constituição prevê que essa atribuição compete às polícias militares.

 

Um dos projetos de lei dispõe sobre o aumento das penas para quem participa e financia atos considerados antidemocráticos. O outro agiliza a perda de bens para quem participa de ações contra o Estado Democrático de Direito.

 

Por fim, a MP prevê uma responsabilização das plataformas no cometimento de crimes pela internet. Segundo o ministro, a iniciativa não se trata de censura, mas, sim, de melhorar a velocidade com que as autoridades reagem ao que é dito na internet, a exemplo do que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez no segundo turno das eleições de 2022.

 

Ministro da Justiça Flávio Dino se reúne com os secretários de segurança pública dos Estados Brasileiros no ministério da Justiça em Brasília. No detalhe, ele fala a frente da plateia e gesticula - Metrópoles

Fotos: Reprodução

 

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De acordo com Dino, a proposta não altera o Marco Civil da Internet – o dispositivo legal estabelece que conteúdo só pode ser retirado das redes sociais com uma decisão judicial. “Nós estamos falando, sobretudo, de crimes políticos. Nós não vamos querer, a princípio, neste momento, mexer no Marco Civil.”

 

Na manhã desta quinta, Dino entregou a Lula o pacote com as medidas de segurança. A decisão final sobre os itens que vão compor a PEC caberá ao próprio presidente da República.

 

Fonte: Com informações do Portal Metrópoles

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