Além de aliviar os fogachos, ela pode ajudar a manter a massa muscular, melhorar a disposição e turbinar o desempenho nos treinos
Esse é um tema que, confesso, me instiga a saber mais e mais. Tenho 42 anos, treino musculação todos os dias e procuro manter uma rotina saudável. Mas sei que o corpo muda — e que, mais cedo ou mais tarde, a menopausa vai chegar. Nos últimos meses, comecei a conversar com especialistas sobre o que acontece com os hormônios, os músculos e a disposição nessa fase. E uma pergunta tem me acompanhado: será que a reposição hormonal pode ser uma aliada também para quem treina?
A menopausa marca o fim do ciclo reprodutivo feminino, mas também uma fase de transformações intensas no corpo. A queda do estrogênio traz sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor — e, por trás deles, há mudanças profundas: perda de massa muscular e óssea, acúmulo de gordura abdominal e menor disposição para se exercitar.
Para muitas mulheres, a TRH (terapia de reposição hormonal) pode ser uma aliada nessa fase — inclusive para quem quer manter a força e o metabolismo em dia.“A reposição hormonal é o tratamento em que repomos o estrogênio — e, em mulheres que ainda tem útero, também a progesterona, que protege o endométrio”, explica ginecologista, obstetra e mestre em medicina, Maria Clara Albejante.
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“O segredo está no que chamamos de ‘janela de oportunidade’, que vai até 10 anos após a menopausa ou, no máximo, até os 60 anos. É por isso que é essencial conversar sobre o tema antes da menopausa.”
O papel dos hormônios na força e na disposição

O estrogênio não atua apenas no sistema reprodutivo. Ele tem papel direto na preservação da massa magra, da força muscular e da densidade óssea, além de influenciar o humor e a qualidade do sono. Quando ele cai, o corpo passa a queimar menos calorias e perde eficiência na recuperação muscular após o treino.
“A TRH melhora o sono, a disposição, a memória e até sintomas depressivos”, afirma Maria Clara Albejante. “Com isso, a mulher volta a ter energia para o trabalho, a vida social e os exercícios. Não é sobre vaidade — é sobre qualidade de vida.”Treino + hormônios: dupla poderosa
Para entender o impacto nos treinos, a reportagem ouviu também o educador físico Emerson Rodrigues, especialista em fisiologia do exercício.
“O estrogênio tem efeito anabólico, ou seja, ajuda na construção e manutenção da massa muscular”, explica o profissional. “Durante a menopausa, o declínio hormonal pode reduzir a resposta do corpo ao treino. A reposição, quando indicada, ajuda a recuperar essa capacidade e potencializa o ganho de força.”

Fotos: Reprodução/Google
Segundo ele, o treino de força é essencial para mulheres nessa fase, mesmo para quem faz reposição. “Hormônio sozinho não faz milagre. O músculo precisa ser estimulado para continuar ativo”, afirma. “O ideal é incluir exercícios com carga progressiva, que envolvam grandes grupos musculares, como pernas, costas e peitoral.”
O educador físico ressalta ainda que o movimento traz ganhos que vão além da estética: “Treinar é o que realmente protege ossos, articulações e previne quedas. A TRH ajuda, mas o que mantém a vitalidade é o conjunto: hormônios equilibrados, treino consistente, alimentação rica em proteínas e sono de qualidade.”
Fonte: com informações R7
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