Fetiche em ser corno? Prática baseada no consentimento e na excitação com a infidelidade expõe limites e tabus nos relacionamentos
Celebrado de forma bem-humorada na cultura popular, o chamado Dia do Corno ocorre neste sábado, 25/4, e abre espaço para discutir um tema que ainda gera curiosidade e controvérsia: o fetiche conhecido como cuckold. A prática envolve sentir prazer ao ver ou imaginar o(a) parceiro(a) com outra pessoa e tem ganhado visibilidade, levantando debates sobre desejo, limites e consentimento.
Especialistas explicam que o cuckold está inserido no universo das fantasias sexuais e, como outras práticas não convencionais, depende de acordos claros entre as partes envolvidas. “Não se trata de traição no sentido tradicional, mas de uma dinâmica consensual, em que há regras, diálogo e confiança”, aponta a sexóloga Alessandra Araújo.
Diferentemente da infidelidade, que geralmente rompe acordos e gera sofrimento, o fetiche cuckold é estruturado justamente na transparência. Para algumas pessoas, o prazer está na quebra simbólica de padrões de posse dentro da relação; para outras, na excitação psicológica gerada pela situação.
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A fantasia, por sua vez, é algo mais voltado a um desejo ou imaginação que você pode ou não querer colocar em prática Elas servem como um meio de explorar desejos e estimular a excitação sexual, sem necessariamente serem essenciais para a satisfação sexual. O fetiche sexual é caracterizado pela obtenção de excitação e prazer por meio de um objeto específico, parte do corpo ou situação particular. Para que um comportamento seja considerado fetichista, a presença do objeto ou contexto fetichizado é frequentemente necessária para que a pessoa alcance satisfação sexual

Fotos: Reprodução/Google
Ainda assim, o tema costuma provocar reações polarizadas. Enquanto há quem enxergue a prática como uma forma legítima de explorar a sexualidade, outros associam o fetiche à insegurança ou humilhação.
Profissionais da área de sexualidade destacam que essas interpretações variam de acordo com valores culturais e experiências individuais. Outro ponto importante é que nem todos os casais estão preparados para lidar com esse tipo de dinâmica. A ausência de comunicação ou limites bem definidos pode gerar conflitos, ciúmes e desgaste emocional. Por isso, o diálogo aberto é considerado essencial antes de qualquer tentativa de experimentar a prática.
Fonte: com informações Metrópoles
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