O município de Ipixuna aparece na última posição nacional, com pontuação de 0,1485, enquanto Jutaí surge logo acima, com 0,1802.
O relatório nacional do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2025 revelou que, apesar de um crescimento de 29,8% na média nacional entre 2013 e 2023, quase metade dos municípios brasileiros ainda apresenta um desenvolvimento socioeconômico de nível baixo ou crítico. O estudo, que avalia 5.550 municípios, analisou dados oficiais de Emprego & Renda, Educação e Saúde referentes a 2023.
Segundo dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2025, 57 dos 62 municípios do estado do Amazonas figuram entre os de “baixo” ou “crítico” desenvolvimento no Brasil. Aproximadamente 47,6 % da população amazonense vive em municípios com esses perfis críticos ou baixos. O município de Ipixuna aparece na última posição nacional, com pontuação de 0,1485, enquanto Jutaí surge logo acima, com 0,1802.
O IFDM é um índice desenvolvido pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) que busca medir o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros com base em três grandes dimensões: Emprego & Renda, Educação e Saúde.
Os dados são obtidos via fontes oficiais federais (Ministérios e agências públicas).
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• A escala vai de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento.
• Para facilitar a interpretação, os municípios são classificados em faixas:
• Crítico: 0,0–0,4;
• Baixo: 0,4–0,6;
• Moderado: 0,6–0,8;
• Alto: 0,8–1,0.
Atualização metodológica é importante para evitar distorções na comparação entre edições antigas e a atual. O relatório nacional do IFDM 2025 mostra que, embora muitas cidades melhorem ao longo dos anos, a desigualdade entre municípios permanece gigantesca.
Por exemplo:
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• As dez primeiras cidades no ranking nacional são dos estados de São Paulo e Paraná.
• As dez piores, com pontuações extremamente baixas, estão concentradas majoritariamente nos estados da Região Norte e Nordeste.
• De acordo com projeções no relatório, os municípios com IFDM “crítico” só atingirão — em ritmo projetado — o padrão médio dos municípios de alto desenvolvimento em cerca de 23 anos (ou seja, até 2046).
Esse dado evidencia que, se não forem adotadas políticas estruturais robustas, o Brasil seguirá com regiões “condenadas” ao atraso relativo. Dos 62 municípios do estado, 57 se encontram nas faixas “baixo” ou “crítico” de desenvolvimento segundo o IFDM 2025. Estima-se que 47,6 % da população amazonense viva em municípios com esses níveis desfavoráveis.
Ipixuna (AM) ocupa a última posição nacional, com IFDM 0,1485 — considerado cenário crítico absoluto. Jutaí (AM) aparece na 7ª pior posição nacional, com pontuação 0,1802. Em matérias recentes, destaca-se que três municípios do Amazonas figuram entre os piores no país. Além disso, no contexto estadual, esses dados revelam a fragilidade generalizada em quase todo o território amazonense, com exceções pontuais podendo surgir apenas em capitais ou polos com recursos concentrados.
Manaus: capital em situação peculiar
Manaus apresenta desempenho melhor do que muitos municípios menores, mas mesmo assim com resultados preocupantes. Segundo reportagem, Manaus teve nota 0,6555 no IFDM (faixa moderada) e ficou com o 5º pior desempenho entre capitais. Nos pilares específicos, Manaus registrou 0,5547 em saúde e 0,5658 em educação, ambas ainda na faixa “baixo”. Por outro lado, o indicador Emprego & Renda recebeu nota 0,8461 — enquadrando-se na faixa “alto” — graças ao peso do Polo Industrial de Manaus no tecido econômico local.
Essa disparidade entre setor produtivo e serviços públicos básicos revela um desequilíbrio estrutural: riqueza não se traduz, automaticamente, em bem-estar social suficiente.
As causas do baixo desempenho
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A análise do IFDM e cobertura da mídia identificam alguns fatores recorrentes:
1. Deficiência em infraestrutura básica e acesso a serviços
Municípios mais remotos enfrentam dificuldades de transporte, comunicação, energia elétrica, saneamento, dificultando a oferta de saúde e educação de qualidade.
2. Baixo número de profissionais e recursos humanos
Em regiões remotas, poucas equipes médicas, professores mal remunerados ou insuficientes e dificuldades logísticas agravam o déficit de qualidade em saúde e ensino.
3. Economia local pouco diversificada
Dependência de atividades extrativistas, subsistência ou economia informal limita capacidade de geração de emprego formal e renda com carteira.
4. Desafio na gestão pública local
Municípios de pequeno porte frequentemente enfrentam limitações técnicas, orçamento reduzido, baixa arrecadação e dificuldades para planejar políticas integradas de longo prazo.
5. Desigualdades regionais históricas
A região Norte, especialmente o interior do Amazonas, já parte de uma base de desvantagens estruturais — geográficas, históricas, políticas — que persistem ao longo das décadas.
Consequências para a população
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Fotos: Reprodução/Google
• Menor acesso a saúde de qualidade, especialmente em atenção primária e serviços especializados.
• Educação com menos recursos, evasão, falta de infraestrutura escolar e mais dificuldades no aprendizado.
• Escassez de oportunidades formais de emprego, faixa elevada de informalidade, migração para centros urbanos mais promissores.
• Aumento da desigualdade interna e sensação de abandono de grande parte dos municípios interiores.
O panorama revelado pelo IFDM 2025 para o Amazonas é alarmante: quase todo o estado está “atrasado” segundo os parâmetros nacionais de desenvolvimento municipal. A presença de municípios em situação crítica, como Ipixuna e Jutaí, evidencia que a desigualdade não é apenas uma questão de “menos recursos”, mas de exclusão sistêmica que exige políticas públicas corajosas, estratégicas e de longo prazo.
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É urgente que o debate público e político em nível estadual e federal volte os olhos para o interior do Amazonas, garantindo que riqueza geográfica e biodiversidade não sejam apenas potencial não aproveitado, mas motor real de bem-estar social para toda a população.
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