03 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 04/09/2025

Desigualdade de renda ainda predomina no Brasil, apesar de avanços

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Novo relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades revela queda no desemprego e aumento da renda, mas mulheres seguem atrás, principalmente as negras

O Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025, lançado em Brasília pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades e produzido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), revela um panorama que mistura avanços e desigualdades persistentes. Apesar da melhora em alguns indicadores de emprego e renda, as mulheres continuam em desvantagem no mercado de trabalho, sendo que as negras permanecem na base da pirâmide social.

 

Em 2024, o rendimento médio do brasileiro chegou a R$3.066, uma alta de 2,9% em relação a 2023. O problema é que o avanço foi maior entre os homens (3,1%) do que entre as mulheres (2,6%). Diante disso, elas seguem recebendo, em média, apenas 73% da renda masculina. No que diz respeito ao gênero e raça, a desigualdade é evidente. As mulheres negras foram as que mais cresceram em renda (5,2%), superando a média nacional. Mas, mesmo assim, seu salário médio ficou em apenas R$ 2.008, o equivalente a 43% do que ganham os homens não negros (R$ 4.636).

 

A diferença de renda entre as regiões também é grande. Entre 2022 e 2024, o rendimento médio mensal das mulheres cresceu 11%, mas, em 2024, uma mulher do Nordeste recebia, em média, apenas 62% do que ganhava uma mulher do Sul.

 

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Foto: Reprodução/Google

 


A taxa de desocupação recuou de 7,8% em 2023 para 6,6% em 2024, o menor índice desde 2015. Entre as mulheres, a queda foi ainda maior, de 9,5% para 8,1%. Mas a taxa de desemprego continua acima da masculina e com fortes desigualdades regionais: no Nordeste, 9% das mulheres estavam sem trabalho no ano passado; no Sul, apenas 4,2%.

 

No que diz respeito ao acesso à educação, 25,1% das brasileiras têm diploma universitário, contra 19,1% dos homens. Mas, entre as mulheres não negras, 32,4% alcançam o ensino superior, enquanto apenas 20,3% das mulheres negras conseguem o mesmo. A escolaridade maior, nesse cenário, não tem se convertido em igualdade no mercado de trabalho.

 

A sub-representação na política

 


Na política, a presença feminina segue baixa. Em 2024, apenas 13,2% das pessoas eleitas para os executivos municipais eram mulheres, mesmo após mudanças na legislação eleitoral para ampliar candidaturas femininas e negras. Entre as prefeitas eleitas, só 4,3% eram mulheres negras.

 
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No Legislativo municipal, a participação cresceu levemente, indo de 0,31% da população em 2020 para 0,36% em 2024. No Judiciário, as mulheres ocupam 38,8% dos cargos, mas nenhum estado atingiu igualdade de gênero. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

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