12 de Maio de 2026

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Diversidade - 23/03/2024

Desenhando a diversidade e igualdade infantil

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Foto: Reprodução/Google

Neste sentido, pensa-se em tratar de temas como a construção do gênero, raça e diversidade sexual

Explorar com as crianças, através de um conjunto de atividades lúdicas, as diferenças entre as pessoas.

 

Neste sentido, pensa-se em tratar de temas como a construção do gênero, raça e diversidade sexual, de maneira a elucidar sobre a construção social de descontruir papéis de gênero e discutir de acordo com a faixa etária a possibilidade de desconstrução de tais papéis.

 

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Objetivos específicos:

 

 

 

Auxiliar a criança a desenvolver noções sobre si e sobre o outro, expressando e valorizando suas características físicas;

Oportunizar que as crianças compreendam que a diversidade de caraterísticas físicas humanas se constitui basilarmente pela descendência familiar;

Introduzir as primeiras bases para o entendimento sobre o conceito de diversidade e orientação sexual a partir da apresentação de diferentes composições familiares;

Analisar as primeiras impressões sobre construção de gênero dos/as alunos/as do infantil IV no campo familiar e âmbito do trabalho;

 

 

Brincar com situações cotidianas das crianças que revelam a construção de papeis masculinos e femininos

 

 

 

Para explorar a diversidade no ambiente escolar, a turma irá inicialmente ser motivada a pensar sobre suas próprias origens e descendências, observando características. Assim, pode-se traçar um caminho para dialogar com as crianças sobre a diversidade tomando como referência a negritude e branquitude.

 

É interessante que um dia antes desta aula, as crianças sejam convidadas pelo/a professor/a a trazerem para a escola fotos de suas famílias, as quais apresentem também seus avós.

 

Roda de conversa e dinâmica sobre a diversidade humana

 

 

 

Primeiramente a professora convidará as crianças a sentarem-se no chão, formando um círculo. Em seguida, entregará a caixa surpresa para que seja passada entre elas, dentro dela haverá um espelho. Cada criança ao ficar de posse da caixa deve abrir e olhar o que tem dentro dela, sem dizer aos outros o que viu. Depois que a caixa passar por todas as crianças, a professora deverá perguntar a todas elas o que viram. Dada a resposta sobre o espelho e que viram seus rostos, indagar junto às crianças:

 

1.Todas as pessoas são iguais fisicamente?

 


Neste momento, é importante deixar que as crianças expressem livremente suas percepções. Complementando este momento, convide os alunos para uma dinâmica na qual eles terão que adivinhar quem são os colegas através da descrição de suas características físicas. Para uma melhor compreensão sobre a brincadeira a professora pode iniciar, passando em seguida a vez para a criança que foi descrita. Ao longo da brincadeira, estimule as crianças a elogiarem as características e modos de ser dos colegas. Essa prática abrirá espaço para conversar com as crianças sobre a importância de olhar para nossas diferenças e para as dos outros com respeito e valorização enquanto pessoas e seres humanos. Essa conversa pode ser mediada pela exploração da música: “Normal é ser diferente” (Grupo grandes pequeninos).

 

Dando continuidade, a aula seguirá pela narrativa da história “Menina Bonita do Laço de Fita. Para este momento, recomenda-se que a professora retome com os alunos a temática sobre a diversidade humana e instigue as crianças para o momento da narrativa com a seguinte questão: “Com quem a gente se parece?” Seguida as respostas dos alunos, explicar para as crianças que a história a ser contada vai falar sobre famílias e suas descendências. Informe a elas que quando a narrativa da história terminar, você irá explicar melhor o que significa descendência. Para o momento da história, crie um cenário acolhedor e imaginativo para a criança.

 

Utilize-se de recursos diversos, tais como tapete literário, dedoches, fantoches de varetas, diferentes tons de voz, expressões corporais, etc. Antes da história convide os alunos a cantarem uma música de abertura, as melodias são outro recurso pedagógico que pode ser utilizado para preparar as crianças para esse momento. Inicialmente, mostre a capa do livro para os alunos e realize perguntas como: Quem será essa menina? Como ela é? O que será que vai acontecer com ela? Tais perguntas estimulam o pensamento e a curiosidade da criança sobre a narrativa a ser apresentada.

 

 

Finalizada a narrativa, realize uma roda de conversa com os alunos para saber o que eles acharam da história, seus personagens, contextos e situações vividas por eles ao longo do enredo. Peça que descrevam como eles são, qual era o maior desejo do coelho e por que ele queria ter a mesma cor da menina bonita.

 

Seguidas as respostas das crianças, de forma livre, indagar junto elas se compreenderam o porquê de o coelhinho branco, mesmo achando a cor da menina bonita linda, não poderia ficar do mesmo jeito. Caso elas apresentem um pouco de dificuldade para compreender o conceito de descendência familiar, aprofunde o conceito através da exposição das fotos de família que os alunos foram orientados a trazer, oportunizando-os observar que nós trazemos e somos formados pela mistura das características físicas de nossos avós e pais (tais como a nossa cor, cabelos, formato do rosto, olhos, nariz, boca, etc.), os quais, por sua vez, trazem em si as caraterísticas dos pais e dos avós deles e possuem uma história.

 

Neste mesmo campo de reflexão, pode-se abordar outro conceito entrevisto na história: a diversidade de raças, e neste sentido, a cor da pele. Na história da menina bonita o coelho branco ao ver na cor preta dela a mais linda das cores, deseja ser como ela, e faz tudo o que ela o diz para ser igual.

 

 Construção e exposição artística de desenhos das crianças “retratando o eu”

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Para esta atividade é interessante que o professor prepare algumas telas feitas de papelão e folhas brancas e as organize em algum espaço coletivo da escola. Da mesma forma é importante que este organize diversos materiais para que as crianças possam utilizar em seus desenhos, tais como lápis de cores, giz de cera, canetinhas, papeis coloridos, dentre outros.

 
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O professor retomará com as crianças o pensamento sobre valorizarmos nossas diferenças e orientará cada criança a desenhar a si mesma em sua tela, valorizando nessa construção suas características. Neste processo, estimule também a criança a escrever seu nome. Ao final, convide os alunos a visitarem as telas umas das outras e observar os desenhos dos colegas, sempre motivando-os a estimar o trabalho uns dos outros. 

 

Fonte: com informações do Portal Gênero e Educação

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