Sexo na banheira de hidromassagem está na lista de desejos de muitos casais, mas é preciso estar atento a alguns riscos
É comum ver banheiras de hidromassagem em motéis e hotéis, afinal, fazer sexo em lugares como esse é a fantasia ou o desejo de muitos casais. Pode até ser uma maneira divertida de explorar a intimidade com o parceiro, mas será que a prática é segura para a saúde íntima tanto das mulheres quanto dos homens?
Segundo o médico ginecologista Igor Padovesi, o problema da banheira de hidromassagem é “aquela aguinha” que pode conter resíduos de quem usou antes. No entanto, ele garante que o risco de transmissão de infecções pela água é pequeno. “A superfície do pênis é basicamente pele, diferente da mucosa vaginal feminina, que acaba sendo mais suscetível às infecções como um todo. O ideal seria fazer a água circular um pouco para limpar antes de encher novamente”, explica o profissional.
Igor acredita que a sensação de nojo é mais comum do que o risco real de infecções ou doenças sexualmente transmissíveis. “Não dá pra dizer que não tenha, mas é muito pequeno o risco de contrair doenças ou infecções sexualmente transmissíveis”, pontua.
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A sexóloga Tamara Zanotelli ressalta que os pontos negativos de fazer sexo na hidromassagem se sobressaem ao positivos como, por exemplo, ser um ambiente mais íntimo e relaxante. “Apesar disso, a água altera a flora vaginal e pode introduzir bactérias na uretra, aumentando o risco de infecções urinárias e genitais”, alerta.
Outros riscos
Questionados sobre a eficácia dos preservativos na água, Tamara diz que aquelas à base de látex têm maior probabilidade de romper. Por isso, o ideal é usar preservativos feitos com materiais alternativos. “Mesmo assim, a efetividade é reduzida durante o sexo na banheira”, emenda a expert. Já o ginecologista Igor explica: “A lubrificação se perde na água, então, o atrito é maior. Eu não sei se interferiria na eficácia dos preservativos, mas pode favorecer a camisinha rasgar por ser menos lubrificada na água”, acredita.
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Fotos: Reprodução Google
Seguindo esta linha, os especialistas afirmam que a lubrificação natural do corpo também é afetada quando o indivíduo está submerso em água. Como consequência, isso ocasiona desconforto devido ao atrito. “Embora a água apareça um bom lubrificante, ela lava a lubrificação natural da vagina e isso causa um desconforto e dor durante a penetração. Existem alguns tipos de lubrificantes à base de silicone mais resistentes e que oferecem uma lubrificação mais duradoura”, finaliza Tamara.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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