23 de Abril de 2026

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Internacional - 29/03/2022

Desconfiado de promessa russa, Zelensky mantém 'cautela'

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Foto: Reprodução

"A situação não se tornou mais fácil", declarou presidente da Ucrânia, após Rússia anunciar que reduziria "drasticamente" ataques a Kiev

Mesmo após receber promessa russa de reduzir “drasticamente” ataques a Kiev e Chernihiv, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que é preciso “cautela” nos próximos dias. O aceno da Rússia foi feito durante negociações diplomáticas que ocorrem nesta terça-feira (29/3) em Istambul, na Turquia.

 

Em pronunciamento, o líder ucraniano admitiu que a conversa na Turquia foi positiva, mas não apaga o risco de ataques russos.

 

“A situação não se tornou mais fácil”, declarou. Zelensky garantiu que não diminuirá o efetivo militar na capital, uma vez que ainda há risco significativo de ataques, e que o anúncio russo não significa o fim do conflito.

 

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O presidente ucraniano reclamou de um bombardeio a Mykolaiv que matou 12 pessoas e deixou 33 feridas nesta terça-feira.

 

“Nenhum alvo militar foi atacado, e os moradores de Mykolaiv não representavam nenhuma ameaça para a Rússia”, criticou Zelensky.

 

Pessimismo

 

 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, demonstrou pessimismo em relação a um acordo e à promessa de reduzir suas operações militares em parte da Ucrânia.

 

“Vamos ver se eles seguem o que estão sugerindo. Vamos continuar atentos ao que está acontecendo”, resumiu, em Washington.

 

Seguindo a mesma linha que os norte-americanos, o porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, deve ser julgado “por suas ações, não por suas palavras”.

 

“Portanto, não queremos ver nada menos do que uma retirada completa das forças russas do território ucraniano”, frisou.

 

As negociações

 

 

O negociador ucraniano, Mykhailo Podolyak, anunciou que a Ucrânia apresentou proposta para a Rússia de negociar politicamente o território da Crimeia, que foi invadido pelos russos em 2014. Ele condicionou as conversas a um cessar-fogo completo na região.

 

Com o status neutro, a Ucrânia não pode se unir a alianças militares, como a Otan, nem hospedar bases militares em seu território.

 

Representantes ucranianos indicaram que houve avanços também para um encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

 

Menos ataques

 

Fotos: Reprodução

 

O vice-ministro da Defesa russo, Alexander Fomin, garantiu que as tropas do país vão reduzir “radicalmente” os ataques em Kiev, capital ucraniana, e Chernihiv.

 

“No sentido de fortalecer a confiança mútua e criar condições necessárias para negociações futuras e alcançar o objetivo final de assinar um acordo, tomamos a decisão de reduzir radicalmente e por uma ampla margem as atividades militares nas direções de Kiev e Chernihiv”, destacou após a reuião.

 
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A mudança já havia sido anunciada na última semana, quando a Rússia admitiu que focaria a atividade militar no Leste da Ucrânia, sobretudo na região separatista pró-Rússia de Donbass.

 

Fonte: Portal Metrópoles

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