Com a crise climática se intensificando, a necessidade de um jornalismo mais aprofundado e conectado a diferentes áreas do conhecimento se torna urgente
O jornalismo enfrenta desafios cada vez mais complexos na cobertura de desastres climáticos. Em 2024, o mundo testemunhou eventos extremos, como o aquecimento global atingindo recordes históricos, incêndios florestais devastadores e secas prolongadas.
No Brasil, dois estados sofreram as consequencias deste desequilíbrio: o Rio Grande do Sul foi palco de catástrofes climáticas que impactaram milhares de pessoas e no Amazonas, com uma seca histórica. A crise climática se intensificando, a necessidade de um jornalismo mais aprofundado e conectado a diferentes áreas do conhecimento se torna urgente.
Em 2025, esse cenário será ainda mais desafiador, especialmente com a realização da COP 30 em Belém, evento que reforçará a pauta ambiental na agenda global.
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A pesquisadora e professora Eloisa Beling, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destaca em artigo para o especial Jornalismo no Brasil em 2025, realizado pelo Farol Jornalismo em parceria com a Abraji, que os profissionais da imprensa precisarão ir além dos números. Será essencial aprimorar os enquadramentos das reportagens, aprofundando as causas e consequências dos desastres. Segundo ela, a cobertura climática não pode ser tratada de forma isolada, pois está diretamente ligada à economia, política, cultura e relações sociais.
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Outro ponto fundamental é a segurança dos jornalistas que atuam em meio a tragédias. A preparação para cobrir desastres não deve considerar apenas os riscos físicos, mas também a saúde mental dos profissionais, expostos a cenas de sofrimento e destruição. Além disso, a pesquisadora alerta para a necessidade de acompanhar as consequências dos eventos climáticos a longo prazo. O jornalismo factual, muitas vezes, deixa desastres caírem no esquecimento quando novas tragédias surgem, silenciando as populações mais vulneráveis.
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Fotos: Reprodução/Google
Diante desse cenário, o jornalismo precisará se reinventar. A cobertura climática exigirá um compromisso maior com a investigação, a análise crítica e a conexão entre diferentes áreas do conhecimento. Mais do que informar, será necessário dar voz às comunidades afetadas e garantir que suas histórias não sejam apagadas pelo ritmo acelerado das notícias. O desafio é grande, mas a responsabilidade do jornalismo em 2025 será ainda maior.
Fonte: Portal Mulher Amazônica
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