19 de Abril de 2026

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Saúde - 18/12/2023

Dermatologista explica o que pode causar a disidrose

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Foto: Reprodução Google

Doença provoca bolhas nas mãos e nos pés, podendo causar coceira e dor. Entenda o que é a disidrose

A disidrose é uma doença que provoca o surgimento de pequenas vesículas e bolhas claras com uma área avermelhada na palma das mãos e planta dos pés. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, essas lesões podem causar a sensação de coceira e dor. Posteriormente, as bolhas se transformam em descamações da pele.

 

Em 70% a 80% dos pacientes, a doença atinge somente as mãos. Nos casos mais leves, as vesículas podem surgir apenas na face lateral dos dedos das mãos, ocupando uma região bem limitada. Além disso, as feridas podem se agrupar formando bolhas maiores. Quase sempre, a disidrose regride em uma a três semanas, mas pode se tornar crônica.

 

“Esses sintomas surgem predominantemente nas mãos e nos pés, onde temos maior transpiração. São vesículas com líquido que podem formar bolhas quando próximas. Os sintomas da disidrose se mantêm de uma a três semanas, podendo levar de semanas a vários meses para aparecer novamente”, afirma a dermatologista Clessya Rocha.

 

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Causas e tratamento da disidrose

 

 

De acordo com Clessya, a disidrose pode ter como causas a dermatite de contato, infecções fúngicas ou farmacodermia. A condição é mais comum nos meses quentes e se associa com frequência à hiperidrose. Fatores emocionais podem agravá-la ou até mesmo desencadeá-la, segundo a SBD. O diagnóstico clínico é feito somente por um especialista. A dermatologista ressalta que nenhuma dica de saúde ou conteúdo na internet substitui a visita ao médico.

 

“Procure um dermatologista, que vai examinar as lesões e pedir um teste alérgico para esclarecer se é uma dermatite de contato alérgica ou uma manifestação cutânea por infecção fúngica. Só então começa o tratamento adequado”, reforça a especialista, que é também professora de Dermatologia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

 

Ainda conforme a SBD, na fase aguda, o tratamento consiste em compressas ou banhos de permanganato de potássio ou água boricada a 2%, de duas a três vezes ao dia, até a melhora das lesões. Um creme de corticoide de alta potência, ou pasta d’água, pode ser usado associado às compressas, ou após a melhora do quadro.

 

Fotos: Reprodução Google

 

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Já nos casos graves, o uso de corticoide por via oral é uma forma de tratamento. Em casos que não respondem à terapia convencional pode-se utilizar imunossupressores e/ou PUVA terapia tópica. Na fase crônica recomenda-se cremes e pomadas de corticoide, tacrolimo, pimecrolimo e coaltar. A radioterapia superficial com raios Grenz (raios X suaves) deve ser considerada nesta fase.

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles 

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