Distrital critica a "objetificação" do corpo feminino e diz se preocupar com quem vê a cantora carioca como exemplo a ser seguido
A notícia de que Anitta chegou ao topo do ranking global do Spotify deixou muitos brasileiros felizes. Não é o caso da deputada distrital Júlia Lucy (União), que criticou a conquista da cantora carioca por meio do Instagram.
“Ela, como brasileira, somente está reforçando o velho papel que a mulher brasileira sempre ocupou: papel de mulher gostosa, papel de objeto a ser consumido”, disse a parlamentar em um vídeo.
“O fato de ela ser a própria empresária dela, de falar várias línguas, estar ganhando muito dinheiro… palmas, parabéns para ela”, continuou, em tom de ironia.
Veja também

Irmão de Rodrigo Mussi vai ao hospital e fala de quadro de saúde: 'Torcer para ele reagir'
.jpg)
Em seguida, Lucy demonstrou preocupação com as jovens que têm Anitta como exemplo. “Eu sou uma mulher livre, independente, luto por mulheres, mas não me sinto representada. Na realidade, sinto vergonha. E espero que as meninas não se espelhem no papel da Anitta e se espelhem em mulheres que quebram paradigmas e que fogem desse lugar-comum de objeto”, frisou.
Na legenda, a distrital ainda criticou o mercado da música, que, na opinião dela, “força uma postura de sexualização da mulher para ficar no topo de sua lista”.
.jpg)
Fotos: Reprodução
“Não há dúvidas de que Anitta é talentosa, porém esse incentivo à objetificação do corpo das mulheres é algo que me envergonha. Ela ganha o dinheiro dessa forma, mas vamos refletir sobre o que isso representa para nós, brasileiras. Qual é a imagem que se vende lá fora? De que a mulher brasileira é para sexo. Não sinto qualquer orgulho e lamento profundamente que ela hoje seja ícone do feminismo liberal”, provocou a parlamentar.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.