27 de Abril de 2026

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Celebridades - 27/04/2026

Depois do 'BBB 26', Marciele quer virar atriz, sem perder o foco no ativismo indígena: 'Virei referência pra outras meninas'

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Foto: Reprodução/Google

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Assim como o movimento vibrante que o Boi Caprichoso faz por onde passa, Marciele Albuquerque, a cunhã-poranga do Touro Negro, vem experimentando uma agitação intensa desde que foi eliminada do “BBB 26”. Presença marcante em eventos pós-reality, inclusive em Partintins, onde frequentemente se apresenta como dançarina, ela agora começa a se dedicar a uma rotina de exercícios.

 

Mas, antes disso, a nortista, que ganhou dez quilos durante o confinamento, fez questão de apresentar o mar para seus pais, Neia e Manoel, antes que voltassem para o Amazonas. Os parentes são motivo de orgulho para a canceriana, que no reality não se cansou de falar deles, inclusive do irmão, Epitacio, de 24 anos, de quem cuidou como se fosse um filho.

 

— Minha família é extremamente unida. Eles são meus maiores apoiadores. Faço o que for preciso para honrá-los. De certa forma, me sinto mãe do meu irmão. Meus pais tinham que trabalhar muito e eu já tinha idade suficiente para cuidar dele. Acabei criando amor por ele que não é só de irmã. Até hoje Epitacio me chama de “irmãe” — conta a influenciadora de 32 anos. Também irmã de Maiane, de 30 anos, e Mayandra, de 20, Marciele chegou a levar Epitacio para morar com ela em Manaus.

 

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— Queria que ele tivesse a oportunidade de estudar, trabalhar, ser alguém na vida. Todo B.O. da família era eu que resolvia. Confesso que me deu um pouco de desespero no “BBB”. Ficava pensando: “gente, quem vai resolver as situações?”. Mas é deles que vem minha força — afirma.Cria de uma comunidade do interior de Juruti, no Pará, Marciele viveu dificuldades em sua infância e adolescência. Filha de uma empregada doméstica e um pescador — a família também trabalha na produção de farinha —, a ex-BBB já vendeu galinha, cheiro-verde, cosméticos... Tudo para ajudar no sustento da casa.

 

A produção de farinha é uma atividade que vem sendo passada de geração em geração. Eu nunca quis continuar nesse universo porque é um trabalho muito sofrido, muito braçal. Ele nos rouba anos de vida, mas não tínhamos escolha. E embora meus pais sempre tenham falado da importância da educação, quando fui para Manaus (AM) na cara e na coragem, nem avisei aos dois. Eles não iam apoiar, por conta de superproteção — detalha a guerreira, que foi morar com a tia na capital amazonense aos 16 anos.Dificuldades na capital
Em Manaus, Marciele, muitas vezes, teve que escolher entre matar a fome ou estudar.

 

 

— Eu só tinha dinheiro para pagar a passagem do ônibus. Tinha que escolher entre comer ou ir para a faculdade. Passava o dia inteiro sem nada no estômago. A minha primeira e última alimentação era meu café da manhã. Ainda assim, eu aguentava. Era só água no restante do dia. Foi bem complicado. Tinham alguns amigos que dividiam o lanche deles comigo. Aí eu dizia que, quando tivesse dinheiro, iria comer o que eu quisesse e quantas vezes quisesse. Essa ideia ficou enraizada em mim. Já tentei tratar na terapia. Tenho essa preocupação de não ter o que comer no outro dia, sabe? — desabafa.No “BBB 26”, Marciele chamou atenção dos brothers, principalmente dos aliados, por sempre comer muito.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

— Como comia bem pouquinho na época em que fui para Manaus, isso me gerou alguns gatilhos. E só fui ter noção dentro da casa (do “BBB”). Eu já como muito naturalmente, mas eu não sabia lidar com o controle. No vip, você pode comer tudo o que quer. Do nada, você tem que ser extremamente controlado (na xepa). Às vezes, eu dormia até tarde pra não sentir fome, pra acordar já para o almoço. A ansiedade também me fazia descontar na comida. Em alguns momentos já estava satisfeita e, ainda assim, eu continuava comendo porque eu não conseguia parar — avalia. Formada em administração, Marciele acabou focando na arte. Ela começou a dançar no Caprichoso ainda na época da faculdade e nunca mais parou. Os movimentos de seu corpo se tornaram sinônimo de sobrevivência para ela.

 
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A dança virou significado de força. Longe de casa, longe da minha família... E tinha a ingenuidade também da menina do interior para lidar com as coisas da cidade grande... Então passei por uns bons bocados, entre trancos e barrancos. Consegui me formar, mas nunca parei de dançar — conta ela, que, além de ser influenciadora digital, tem duas empresas, uma de joias indígenas e outra de moda fitness. 

 

Fonte: com informações Extra

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