20 de Abril de 2026

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Política - 26/11/2024

Denúncia contra Bolsonaro por golpe deve ir para Primeira Turma do STF; entenda o que muda

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Expectativa é de que o caso seja encaminhado por Moraes à PGR ainda esta semana

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) será o colegiado encarregado de analisar uma eventual denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro , investigado pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado. Ao ser analisado pela Primeira Turma, em vez do plenário da Corte , dado o histórico de decisões alinhadas com o ministro Alexandre de Moraes , é esperado que se dê um tratamento rigoroso em ações penais.

 

O caso, que envolve o indiciamento de Bolsonaro e 36 outros acusados, incluindo militares, por participação em uma trama para desestabilizar o Estado democrático de direito, deverá ser encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda esta semana, de acordo com informações de fontes próximas ao STF ao jornal O GLOBO.A Primeira Turma é composta, além de Moraes, pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin, atual presidente da Corte. Nos bastidores, há a avaliação de que o colegiado adota um posicionamento punitivista, o que pode ser decisivo no caso envolvendo Bolsonaro.

 

Caso o processo seja encaminhado ao plenário, há uma resistência maior, já que o ex-presidente conta com o apoio de ministros como Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por ele. Já Dino e Zanin foram indicados pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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Alinhamento com Alexandre de Moraes

 

 

 

A Primeira Turma tem se destacado nos últimos meses pelo alinhamento com Moraes, especialmente em ações relacionadas a investigações de grande relevância política. Em junho, por exemplo, o colegiado decidiu, por unanimidade, dar andamento a um processo penal contra os acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Naquele caso, a denúncia da PGR foi considerada suficientemente robusta para justificar a abertura da ação, com os ministros seguindo a linha de Moraes ao tornar réus os envolvidos no caso.

 

Outro exemplo do alinhamento ocorreu em setembro, quando a Turma decidiu, também por unanimidade, manter a prisão preventiva de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, acusado de envolvimento em crimes.Na mesma linha, a Primeira Turma também foi responsável pela decisão que manteve a suspensão da rede social X após descumprimentos reiterados de ordens judiciais. A decisão foi respaldada por todos os ministros do colegiado, com Moraes justificando a medida em razão do desrespeito da plataforma às decisões judiciais brasileiras.O ex-presidente e seus aliados, por sua vez, tentam diminuir o impacto da investigação, com Bolsonaro alegando que os atos que estão sendo investigados não configuram crimes, mas, ao máximo, infrações administrativas.

 

A denúncia

 

 

 

O processo contra Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe envolve uma investigação que já resultou no indiciamento do ex-presidente e de 36 pessoas, incluindo militares. A Polícia Federal concluiu que o plano de golpe envolvia, entre outras ações, o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. O planejamento para esse golpe, que ficou conhecido como "Punhal Verde Amarelo", foi elaborado dentro do próprio Palácio do Planalto, onde o general Mario Fernandes, então secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, imprimiu o documento com os detalhes do plano.

 

Segundo a investigação, em 16 de dezembro de 2022, o general Fernandes imprimiu seis cópias do arquivo que detalhava o plano de assassinatos, o que sugeriria que ele teria distribuído essas cópias em reuniões posteriores com outros envolvidos. O plano visava não apenas a derrubada do governo, mas a permanência de Bolsonaro na presidência, colocando em risco a integridade de diversas autoridades do país. A investigação também revelou que o militar fez essas cópias a partir do Palácio do Planalto, o que reforça a ideia de que o golpe foi planejado de maneira coordenada e com a participação ativa de membros do governo Bolsonaro.

 

O processo e as defesas

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A defesa de Bolsonaro tem reiterado que o ex-presidente não compactuou com qualquer movimento que visasse desestabilizar o Estado democrático de direito. Em declarações públicas, Bolsonaro negou ter discutido qualquer plano de golpe e afirmou que a palavra "golpe" nunca esteve em seu vocabulário, insistindo que sua postura sempre foi dentro dos limites da Constituição. O ex-presidente também admitiu, em entrevista recente, o risco de ser preso a qualquer momento, mas continuou a se defender, alegando que os atos investigados, embora planejados, não constituem crimes penais.

 
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Em suas redes sociais, Bolsonaro argumentou que as investigações da Polícia Federal poderiam configurar outros tipos de ilícitos, como infrações administrativas, mas que não havia elementos suficientes para tratá-los como crimes. Ele afirmou ainda que, se fosse o caso, os atos seriam considerados como uma tentativa de minar a autoridade do Estado, mas não um crime passível de prisão. 

 

Fonte: com infomações Portal iG

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