Ministério da Saúde alerta para os riscos de tratamentos caseiros sem comprovação científica que podem até levar à piora do quadro
O Ministério da Saúde fez um alerta nesta terça-feira, 26/3, contra os tratamentos caseiros e a automedicação em pacientes com dengue. A pasta destacou que as condutas podem piorar os quadros de pessoas com a doença, aumentando inclusive o risco de morte.
Alguns remédios, especialmente os anti-inflamatórios como a aspirina, o ibuprofeno e a nimesulida, aumentam o risco de sangramentos. As hemorragias são o principal indicativo de quadros graves da dengue, que aumentam em dezenas de vezes a chance de óbito pela doença.
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Alerta contra tratamentos caseiros
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O Ministério da Saúde também destaca que não existem remédios caseiros comprovados cientificamente para ajudar no caso de infecção por dengue.
“Não existem soluções mágicas para curar a dengue, mas ainda é comum a ingestão de sucos e chás feitos a partir de frutas ou de plantas como boldo, inhame, cana-de-açúcar e limão como um atenuante contra os sintomas da doença. Contudo, não há evidências científicas que respaldam a eficácia desses métodos.”, afirma o texto.
O risco destes tratamentos é que eles podem atrasar a decisão de buscar atenção médica, o que pode aumentar as chances de um quadro grave. A única receita apontada pela pasta como parte do tratamento é a de soro caseiro (1 colher de café de sal e 2 colheres de sopa de açúcar para cada litro de água), que ajuda a combater a desidratação provocada pela dengue.
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Fotos: Reprodução Google
Como tratar a dengue adequadamente?
O tratamento da dengue em casos leves é feito em casa, com constante hidratação e repouso, além de monitoração de eventuais pioras dos sintomas que possam indicar um quadro de dengue grave. Para tratar os sintomas, existem alguns remédios que são permitidos pelos especialistas, especialmente a dipirona, mas ela deve ser usada na quantidade indicada pelo médico.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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