27 de Junho de 2026

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Violência contra Mulher - 14/09/2023

Delegado e investigador suspeitos de assediar escrivã que morreu são indiciados pela polícia

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Foto: Reprodução Google

O delegado Itamar Cláudio Netto foi indiciado por condescendência criminosa, enquanto o investigador Celso Trindade de Andrade por injúria.

O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais que apurou as circunstâncias da morte da escrivã Rafaela Drumond indiciou o delegado e o investigador suspeitos de assediá-la, por condescendência criminosa e injúria, respectivamente. O caso agora será analisado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

 

Rafaela Drumond foi encontrada morta em um distrito de Antônio Carlos, no Campo das Vertentes, em 9 de junho. Pouco antes da morte, ela havia denunciado episódios de assédio na delegacia onde trabalhava, em Carandaí, na Zona da Mata.

 

O investigador Celso Trindade de Andrade foi indiciado pelo crime de injúria, quando se ofende a dignidade e o decoro de alguém. O processo penal contra Celso, entretanto, não terá continuidade. Isso porque o prazo previsto para que se dê entrada no processo de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria) é de seis meses da data do fato. Passado esse tempo, não há previsão legal para condenar alguém por esses delitos.

 

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Os episódios envolvendo Celso e Rafaela aconteceram entre o final de 2022 e o início de 2023.

 

Já o delegado responsável, Itamar Cláudio Netto, foi indiciado por condescendência criminosa, quando se deixa de responsabilizar um subordinado que cometeu alguma infração ou não levar o fato às autoridades competentes. A pena em caso de condenação é de quinze dias a um mês de prisão ou multa.

 

Em um dos áudios enviados por Rafaela a uma amiga, ela relata que chegou a denunciar os episódios de assédio ao delegado, mas que ele a desencorajou de levar a denúncia à frente. Itamar era o único delegado de Carandaí.

 

Fotos: Reprodução

 

O caso agora será analisado pela Promotoria do MPMG de Carandaí, em um prazo de 15 dias. Cabe ao órgão decidir se denunciará ou não os dois a Justiça. Caso eles sejam denunciados, a Justiça analisará a denúncia e decidirá se os tornará ou não réus pelos crimes, para que, assim, haja um julgamento.

 

Cronologia dos fatos

 

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Antes de sua morte, Rafaela Drumond denunciou episódios de assédio moral e sexual em áudios e vídeos. Eles foram enviados a amigos e relatados a superiores. A partir disso, a polícia começou a investigar a possibilidade de indução ao suicídio, que não confirmada pelo inquérito.

 

Segundo a Polícia Civil, durante a investigação foram colhidos depoimentos de testemunhas, extração e análise dos dados do aparelho telefônico da escrivã e elaboração de laudos periciais. Outros detalhes não foram divulgados, pois o processo segue em sigilo.

 

Fonte: com informações do Portal G1 

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