23 de Abril de 2026

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Política - 24/04/2022

Delatores da Lava Jato querem anular acordos e receber dinheiro de volta

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Foto: Reprodução

Derrotas impostas pelo STF à operação, com soltura de réus, levam delatores a cogitar questionamento de tratos feitos na Justiça

Delatores da Lava Jato estão insatisfeitos com cumprimentos de acordos e sinalizam intenção de pedir anulação dos processos nos quais respondem por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Executivos de empreiteiras, doleiros e políticos dizem reservadamente que, entre os principais motivos, estão pesadas multas impostas pela Receita com base em suas confissões.

 

Para delatores, elas extrapolam valores acertados e descumprem termos que definiam os montantes a serem devolvidos no escândalo de desvios na Petrobras. Além disso, as solturas de alguns réus fizeram com que delatores ficassem com a sensação de que são os únicos punidos.

 

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Na lista de insatisfeitos estão executivos da Odebrecht, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

 

 

Um dos mais arrependidos é o lobista Julio Camargo, que devolveu R$ 40 milhões aos cofres públicos. Sua delação foi um dos pilares da investigação que levou à condenação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha a 15 anos de prisão.

 

 

A Receita usou a própria delação de Camargo para multá-lo por infrações no Imposto de Renda. O Fisco cobra R$ 120 milhões, além da cifra já devolvida. Camargo, que não se manifestou, está com os bens bloqueados e busca anular o processo.

 

 

Em entrevista ao Estadão, o procurador da República, Bruno Calabrich, que atuou em casos relacionados à Lava Jato, afirmou que o STF se defrontará com o problema e terá de decidir se o dinheiro das multas será devolvido. “Porque, a rigor, se não houver nenhum motivo para o dinheiro ser revertido à União ou à empresa lesada, que foi a Petrobras, o dinheiro tem de ser devolvido. Simples”, disse.

 
 
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Fotos: Reprodução

 

Fonte: Portal Bnews

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