Médica ginecologista e obstetra Yasmine Bader explica que a falta do nutriente é a causa mais comum de anemia; especialista indica o que é necessário fazer para melhorar da condição
Você já parou para checar os índices de ferro presentes no seu organismo? Se não, chegou a hora de começar a monitorar. O nutriente é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico e tem papel fundamental na produção de hemoglobina, responsável pelo transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos. Quando há deficiência de ferro, o corpo não consegue produzir a proteína de forma suficiente, resultando no tipo mais comum de anemia: a ferropriva.
Os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema apontavam que aproximadamente 90% dos casos brasileiros de anemia ocorriam devido à essa carência, comprometendo a saúde e o bem-estar. Fadiga persistente, tontura, queda de cabelo e dificuldade de concentração podem indicar deficiência do mineral no organismo, conforme detalha a médica Yasmine Bader, especialista em Ginecologia e Obstetrícia e pós-graduanda em Emagrecimento e em Ginecologia Endócrina.
De acordo com ela, que trabalha na Harmonia Feminina Clinic e faz questão de compartilhar informações sobre saúde no Instagram do espaço (@harmoniafeminina.clinic), os sintomas podem variar a depender da gravidade. “Índices baixos de ferro podem resultar em uma série de complicações, desde cansaço extremo, unhas quebradiças e lapsos de memória a dores de cabeça frequentes, falta de ar e palpitações. Embora seja uma condição tratável, quando ignorada pode causar complicações graves, comprometendo a imunidade do organismo e elevando o risco de infecções, sem contar a alta probabilidade de problemas cardiovasculares, já que o coração vai precisar trabalhar mais para levar oxigênio ao corpo”, explica.
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Yasmine aborda que alguns grupos têm mais risco com a deficiência, a exemplo das gestantes, que podem ter taxas de hemorragias aumentadas e ainda sofrer com partos prematuros e mortalidade materna, e crianças e adolescentes em fase de crescimento, que podem ter o crescimento, a aprendizagem e as funções psicomotoras prejudicadas.
Sob orientação médica

Fotos: Divulgação
O diagnóstico para definir se a quantidade de mineral no corpo humano é suficiente depende de exames de sangue, que avaliam tanto os níveis de hemoglobina quanto os de ferritina (proteína especializada no transporte do ferro). A médica ginecologista e obstetra pontua algumas das causas comuns para a condição. “Ingestão inadequada de ferro por conta de dietas mais restritas; problemas de absorção em virtude de distúrbios gastrointestinais, como doença celíaca, doença inflamatória intestinal, cirurgia bariátrica; e perda de sangue, nos casos de períodos menstruais intensos, sangramentos diversos, úlceras pépticas”, especifica.
Yasmine enfatiza que é essencial procurar orientação médica para garantir o prognóstico correto, bem como o tratamento personalizado, que depende do grau da deficiência. “É preciso entender que cada caso é um caso e é crucial consultar um profissional de saúde para a definição de um plano de tratamento adequado. Aqui na nossa clínica, por exemplo, os protocolos são personalizados, focados na necessidade de cada paciente. Isso porque o tratamento pode envolver desde medicações orais até transfusão sanguínea”, observa.
Segundo a especialista, a adoção de uma alimentação equilibrada e rica em fontes do mineral, o acompanhamento médico regular e a suplementação devidamente orientada são essenciais. “A deficiência de ferro é uma condição comum, mas pode ser prevenida e até mesmo tratada. Manter um estilo de vida saudável e fazer exames de rotina precisam ser prioridades para quem quer garantir qualidade de vida”.
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