Advogados alegam que quadro de saúde de Jair Bolsonaro (PL) segue exigindo acompanhamento contínuo e pedem manutenção da medida humanitáriab
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prorrogar a prisão domiciliar humanitária concedida em março deste ano, por um período de 90 dias. O prazo termina nesta quinta-feira (25/6).
O anúncio foi feito pelo advogado Paulo Cunha Bueno em publicação nas redes sociais. Segundo a defesa, as condições de saúde que justificaram a concessão da medida em março permanecem inalteradas e têm caráter permanente. De acordo com a defesa, Bolsonaro continua necessitando de acompanhamento médico especializado, avaliações contínuas e monitoramento regular devido às doenças de base e às comorbidades apresentadas.
Um relatório médico atualizado, elaborado nessa segunda-feira (22/6), foi anexado junto ao pedido.“Embora registre quadro clínico atualmente estável, assinala de forma expressa que tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas, acompanhamento multidisciplinar regular e monitorização contínua das múltiplas comorbidades apresentadas pelo paciente”, afirma Paulo Cunha Bueno.
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O advogado argumenta ainda que Bolsonaro segue dependente de medicamentos de uso contínuo, incluindo remédios que atuam sobre o sistema nervoso central e que exigem monitoramento em razão de possíveis efeitos sobre a cognição, o equilíbrio e o risco de quedas. Por isso, a defesa sustenta que permanecem os mesmos motivos que levaram à concessão da prisão domiciliar e afirma que todas as medidas restritivas impostas por Alexandre de Moraes vêm sendo integralmente cumpridas.
Fonte: com informações Metrópoles
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