22 de Abril de 2026

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Geral - 12/08/2025

Defensoria Pública promove encontro entre o ator Amaury Lorenzo e socioeducandos do Dagmar Feitosa

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Foto: Junior Matos/DPE-AM

A atividade integra as ações do projeto ?Pupa?, que utiliza a arte como ferramenta de ressocialização de jovens privados de liberdade

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) promoveu, na sexta-feira, 8, uma oficina de arte com o ator Amaury Lorenzo para os adolescentes do Centro Socioeducativo Assistente Social Dagmar Feitosa. A atividade integra as ações do projeto “Pupa”, que utiliza a arte como ferramenta de ressocialização de jovens privados de liberdade. A iniciativa é um desdobramento do programa “Ensina-me a sonhar”, que visa proporcionar ações afirmativas que contribuam com o desenvolvimento social de socioeducandos.

 

Uma das coordenadoras do projeto, a defensora pública Dâmea Mourão, destacou o potencial transformador da arte e a importância de iniciativas como o “Pupa” no ambiente socioeducativo. “A vantagem está no resgate através da arte, que alcança os jovens independentemente das dificuldades de acesso educacional e de aprendizagem que porventura tiveram em suas trajetórias pessoais. Isso porque a arte é acessível a todos, e o jovem tem a vantagem da criatividade e imaginação intrínsecas”, explicou.

 

Em seguida, ela destacou o potencial criativo dos adolescentes mesmo diante de contextos adversos. “O jovem socioeducando chega com o repertório da vida, da superação, de uma realidade difícil, precária. Suas histórias inspiraram a peça Esperança, apresentada no ano passado”, disse.

 

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O ator Amaury Lorenzo, conhecido por papéis marcantes na televisão e pelo engajamento em causas sociais, ressaltou a importância de oferecer espaços de escuta, criação e pertencimento para jovens em cumprimento de medida socioeducativa e também reforçou o papel transformador da arte no processo de ressocialização.

 

Fotos: Junior Matos/DPE-AM

 

“Estou muito feliz com esse convite porque hoje eu pude encontrar jovens, como eu, da periferia desse nosso país. Esses jovens que pertencem à periferia, mas que invertem o jogo e estão na luta por cidadania, por direitos. Ressocializar e reinserir esses jovens na sociedade a partir de um novo olhar, a partir da educação, do envolvimento cultural, porque arte, cultura e educação são chaves poderosas de transformação”, pontuou Amaury Lorenzo.

 
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J.W., de 17 anos, participou da oficina e compartilhou como a experiência impactou sua perspectiva. “Foi uma inspiração para nós que estamos aqui, na unidade do Dagmar Feitosa, para nós que queremos ser alguém na vida, quando sairmos. A oficina também foi uma forma de aliviar o meu estresse”, relatou o adolescente.
 

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