30 de Abril de 2026

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Interior em Destaque - 19/09/2024

Defensoria Pública do Amazonas debate demandas e desafios de povos indígenas do Alto Solimões

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Foto: Divulgação/DPE-AM

DPE-AM participou de oficina durante 5ª Semana de Antropologia do INC/Ufam, que acontece em Benjamin Constant, com lideranças indígenas e antropólogos

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) participou, nessa quinta-feira, 19, de uma oficina da “5ª Semana de Antropologia” realizada pelo Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), localizado no município de Benjamin Constant (1.533 quilômetros distante de Manaus), na região do Alto Solimões.

 

A programação visa fomentar a produção de conhecimento antropológico, promovendo debates sobre as demandas de povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações comunitárias, coletivos urbanos ou ribeirinhos e de outros sujeitos coletivos da região. Com o tema “Antropologia no Alto Solimões: Celebrando a história, projetando o futuro”, a oficina teve a participação de integrantes dos povos indígenas e comunidades tradicionais e abordou pautas como relações de gênero nas fronteiras amazônicas e legislação de direitos indígenas.

 

Conforme o defensor público Ícaro Costa, durante o evento, foram discutidos demarcação de terras e os desafios futuros para as populações. “Juntos, contamos com a presença de um antropólogo, a Defensoria Pública e a professora da Ufam Dorinethe dos Santos Bentes. Ouvimos os povos que estavam ali, alguns representantes dos povos indígenas para que pudéssemos entender e compreender as demandas locais da região”, disse.

 

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Durante o encontro, foram abordados temas como “indígenas e processos de urbanização: desafio à pesquisa e políticas públicas”, “crise ambiental e agravos à saúde” e “cooperação internacional para gestão territorial e conservação ambiental”.

 

“Foi possível ouvir, por exemplo, que os tikunas, quando precisam viajar para o Peru ou para Colômbia acabam encontrando restrição de acesso. E os tikunas do Peru e da Colômbia quando ingressam no Brasil não possuem nenhum tipo de entrave. Então, eles sugeriram a possibilidade de um acordo com essas outras nações. Ouvimos também alguns conflitos na região com a presença de colombianos dentro de territórios tikuna”, relata o defensor.

 

Fotos: Divulgação/DPE-AM

 

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A programação, que encerra nesta sexta-feira, 20, conta com conferências, mostras de trabalhos, sessões temáticas, oficinas, mostras acadêmicas, exposições e debates. De acordo com o defensor, a partir da oficina, serão realizados encaminhamentos para que possam ser analisados quais as soluções cabíveis aos problemas identificados durante a ação. “Neste primeiro momento, professora vai reunir as informações da oficina para que possamos verificar de quais formas a gente pode propor soluções. A oficina é o primeiro passo”, explica.  

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