Alunas de diferentes estados americanos foram vítimas de nudes falsos criados por colegas de classe, em casos semelhantes ao visto no Brasil
Em 2022, escolas do mundo inteiro foram pegas de surpresa com a súbita popularidade de chatbots alimentados por inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, da empresa OpenAI. Se em um primeiro momento as maiores preocupações dos educadores giravam em torno de possíveis colas e plágios feitos pelos alunos, agora um fenômeno ainda mais alarmante e que já foi visto no Brasil tem abalado comunidades escolares nos Estados Unidos: a geração de nudes falsos por IA.
Meninos em vários estados americanos tem usado aplicativos de IA amplamente disponíveis para criar nudes de suas colegas de classe a partir de fotos reais das jovens. Em alguns casos, eles compartilharam as imagens falsificadas no refeitório da escola, no ônibus escolar ou em grupos de conversas em plataformas como Snapchat e Instagram.
Tais imagens digitalmente alteradas —conhecidas como "deepfakes" ou "deepnudes" podem ter consequências devastadoras. Especialistas em exploração sexual infantil dizem que o uso de imagens geradas por IA não consensuais para assediar, humilhar e intimidar meninas pode ter grandes impactos na saúde mental, reputações e segurança física, além de representar riscos para suas perspectivas de faculdade e carreira no futuro.
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Foto: Reprodução/Google
No mês passado, o FBI alertou que é ilegal distribuir material de abuso sexual infantil gerado por computador, incluindo imagens geradas por IA de menores identificáveis ??envolvidas em conduta sexualmente explícita.No entanto, o uso de aplicativos de IA por estudantes é tão novo que alguns distritos dos Estados Unidos parecem menos preparados para lidar com isso do que outros — o que torna o ambiente ainda mais inseguro para as alunas.
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— Esse fenômeno surgiu muito repentinamente e pode estar pegando muitos distritos escolares despreparados e inseguros sobre o que fazer — disse Riana Pfefferkorn, pesquisadora do Observatório de Internet da Universidade Stanford, que escreve sobre questões legais relacionadas a imagens de abuso sexual infantil geradas por computador.
Fonte: com informações do Portal O Globo
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