07 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 16/05/2024

Débora Falabella Brilha em 'Prima Facie' como Advogada Criminalista

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Foto: Atriz Débora Falabella /Reprodução/Google

A peça, que fez sucesso nos Estados Unidos e na Europa, agora chega ao Brasil, trazendo uma abordagem sensível e provocativa sobre um tema atual e polêmico.

A renomada atriz brasileira Débora Falabella está protagonizando a peça de teatro “Prima Facie”, que está em cartaz no Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro.

 

A peça, que fez sucesso nos Estados Unidos e na Europa, agora chega ao Brasil, trazendo uma abordagem sensível e provocativa sobre um tema atual e polêmico.

 

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A Trama

 

 

 

“Prima Facie” narra a história de uma advogada renomada que se vê diante de um dilema ético quando descobre que alguns de seus clientes estão sendo acusados de abuso sexual. Falabella interpreta Tessa, uma advogada bem-sucedida que defende homens acusados de agressão sexual nos tribunais. A vida de Tessa toma um rumo inesperado quando ela mesma se torna vítima de um estupro e precisa se defender.

 

Prima Facie no Direito

 

 

  A dramaturga Suzie Miller

 

“Prima facie” é uma expressão latina que literalmente se traduz como “à primeira vista”. No contexto jurídico, é usada para se referir a uma evidência ou conjunto de fatos que, se não forem refutados, são suficientes para provar uma determinada reivindicação ou conclusão.

 

Impacto e Relevância

 

  Atriz Jodie Comer, interpretando a peça Prima Facie

 

A peça “Prima Facie” tem recebido elogios da crítica e do público por sua abordagem sensível e provocativa de um tema tão atual e polêmico. A performance de Falabella tem sido destacada como marcante e emocionante.

 

A mensagem central da peça “Prima Facie”

 

 

É uma reflexão profunda sobre a justiça, a verdade e a ética no sistema jurídico. Ela explora a complexidade e a ambiguidade moral que podem surgir quando as linhas entre o pessoal e o profissional se cruzam.Em “Prima Facie”, Tessa é uma advogada que não tem medo de enfrentar qualquer caso, incluindo aqueles que envolvem abusos sexuais. Ela aborda cada caso sem preconceitos. No entanto, sua vida dá uma reviravolta quando ela mesma se torna vítima de um ato violento e é forçada a questionar o sistema judicial que sempre defendeu.

 

A atriz Débora, que interpreta Tessa, expressa grande admiração pela personagem. Originalmente interpretada por Jodie Comer, que ganhou um prêmio Tony por sua atuação, Tessa vem de uma família humilde e é movida por seus ideais, paixão e dedicação à sua profissão.Débora elogia Tessa como uma mulher de sucesso, que ganha muitos casos e é conhecida por sua força e coragem. Para Débora, o que torna o texto interessante é a discussão sobre como o sistema de justiça tende a favorecer os homens, com leis e sistemas jurídicos criados por eles.

 

Débora reflete sobre o progresso que as mulheres fizeram, criando leis que as favorecem e proporcionando mais proteção do que nunca. No entanto, ela reconhece que ainda há um longo caminho a percorrer. A história de Tessa é um lembrete poderoso dessa jornada contínua pela igualdade de justiça.A peça desafia o público a considerar o que significa defender alguém acusado de um crime, especialmente quando esse crime é pessoalmente relevante ou traumático. Ela também destaca a importância de se falar e se posicionar contra a injustiça, mesmo quando isso pode ter consequências pessoais ou profissionais.

 

 

Além disso, “Prima Facie” aborda a questão do abuso sexual e da violência contra as mulheres, um tema que é extremamente relevante e necessário na sociedade atual. Através da jornada de Tessa, a peça mostra o impacto devastador que tais experiências podem ter e a força necessária para superá-las.Em suma, “Prima Facie” é uma peça poderosa que desafia as noções preconcebidas de justiça e verdade, ao mesmo tempo que destaca a necessidade de mudança social e pessoal.

 

A peça “Prima Facie” foi escrita pela australiana Suzie Miller

 

 

Suzie Miller é uma ex-advogada que ganhou grande repercussão com esta peça, que estreou em 2022 e inspirou debates e esforços para mudar algumas leis britânicas sobre abusos sexuais. A peça ganhou dezenas de montagens ao redor do mundo, conquistou a Broadway e o West End.

 

Suzie Miller é uma dramaturga, libretista, roteirista e advogada australo-britânica. Ela nasceu em Melbourne, Austrália, e estudou imunologia e microbiologia na Universidade de Monash, além de direito na Universidade de New South Wales. Trabalhou como advogada de direitos humanos e defensora dos direitos das crianças antes de começar a escrever peças.

 

Miller fez sua estreia no West End em abril de 2022 com “Prima Facie”, estrelado por Jodie Comer. Sua obra explora temas de injustiça através de histórias humanas complexas. Seu trabalho varia de peças de grande escala a íntimas, filmes de roteiros originais e trabalho para televisão.

 

Mulheres Transformando o Sistema Jurídico Brasileiro

 

Fotos: Reprodução/Google

 

As mulheres estão desempenhando um papel cada vez mais importante na mudança do sistema jurídico brasileiro. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem trabalhado para melhorar o acesso das mulheres ao sistema de justiça, implementando medidas protetivas de urgência para mulheres em situação de violência e criando o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FNAV).

 

A presença feminina no judiciário tem aumentado significativamente. A ocupação de mulheres em cargos da magistratura subiu de 24% em 1998 para 38% em 2019. Alguns tribunais, como Bahia e São Paulo, se destacam na paridade entre mulheres entre o corpo de magistrados, com 61% e 58% respectivamente. No Amazonas, as mulheres representam 39,4% dos magistrados em atividade, um número ligeiramente superior à média nacional. Esta será a terceira vez que o Poder Judiciário do Amazonas contará com uma mulher no comando da instituição.

 
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O CNJ também tem se concentrado na capacitação em gênero de magistradas e magistrados. Além disso, desenvolveu um banco de dados, o Banco Nacional de Medidas Protetivas de Urgência (BNMPU), para registrar as medidas protetivas de urgência concedidas pelos juízes.A alta dos julgamentos nos casos de violência contra a mulher e de feminicídio é resultado da pressão do movimento de mulheres, inclusive das feministas, que cobram da Justiça o combate aos crimes de ódio contra as mulheres.

 

Essas são apenas algumas das maneiras pelas quais as mulheres estão mudando o sistema jurídico. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a igualdade plena. A luta continua!As mulheres estão, sem dúvida, promovendo mudanças significativas no sistema jurídico. No entanto, é importante reconhecer que ainda estamos no meio do caminho para alcançar a plena igualdade de gênero. A luta continua, e cada passo dado nessa direção nos aproxima cada vez mais desse objetivo.

 

Fonte: com informações do Portal Mulher Amazônica
 

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