23 de Abril de 2026

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Política - 09/09/2022

DATAFOLHA, IPEC E QUAEST: Entenda por que as pesquisas dão resultados diferentes

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Foto: Reprodução

Divergências entre os três principais institutos suscitam teorias da conspiração, mas diferença pode ser explicada por uso de dados do censo, que foi suspenso nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro.

Nesta semana, os resultados divergentes das pesquisas Ipec (ex-Ibope) e Genial/Quaest para Presidência e Senado em São Paulo suscitaram debates acalorados nas redes sociais. Enquanto o Ipec mostrava Lula (PT) 16 pontos à frente de Jair Bolsonaro - com placar de 44% a 28% -, a Quaest mostrava uma situação de empate técnico no Estado, com o atual presidente numericamente à frente por 37% a 36%.

 

Embora em proporção muito menor, essa diferença entre os três principais institutos de pesquisa, que realizam estudos presenciais, aparecem também nas sondagens nacionais. Datafolha e Ipec dão vantagem de 12 e 13 pontos percentuais para Lula, enquanto na Quaest o petista tem 10 pontos à frente de Jair Bolsonaro.

 

O principal motivo dos índices divergentes estão no censo usado pelas empresas para estimar as faixas de renda do eleitorado. Como Bolsonaro cancelou o estudo do IBGE em 2020 e 2021 - o de 2022 começou em agosto -, os institutos usam critérios diferentes para estimar o eleitorado de forma proporcional à população.

 

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A divergência se dá principalmente na faixa mais pobre, onde Lula tem grande vantagem.

 

O Ipec usa como base a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PNAD) de 2018, que dá um total de 55% da população/eleitorado na faixa de renda até 2 salários mínimos e 25% na faixa entre 2 e 5 salários mínimos.

 

Já a Quaest usa a PNAD de 2021, quando havia a distribuição do Auxílio Emergencial e 38% se declaravam com ganhas até 2 salários e 40% diziam estar na faixa entre 2 e 5 salários.

 

Segundo Marcos Coimbra, do Vox Populi, o impacto do auxílio emergencial em 2021 é o principal motivo do Ipec para usar a PNAD de 2018. Com o benefício, muitas famílias que estavam na faixa mais pobre foram alçadas à classe média, que recebe entre 2 e 5 salários mínimos.

 

Já o Datafolha, que lista 51% do eleitorado na faixa até 2 salários e 33% com ganhos entre 2 e 5 salários, tem uma metodologia própria com cota de idade e gênero. Em campo, é perguntado a faixa salarial das pessoas. Na compilação dos dados, o Datafolha enquadra o público pesquisado nos estudos do IBGE.

 

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Veja o percentual de cada instituto nessa arte divulgada pelo jornalista Thomas Traumann no Twitter.

 

 

Fonte: Revista Fórum 

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