Executiva C-Level da startup MadeiraMadeira, a carioca é referência na busca por equidade de gênero e conta como chegou ao topo com positivismo, resiliência e determinação
A transformação digital tornou a comunicação e o marketing mais dinâmicos e obrigou os profissionais da área a se adaptarem às mudançassociais, psíquicas e culturais dos consumidores. Para a sorte de Marcela Rezende, entender e antecipar mudanças sociais está em seu DNA. Publicitária por formação, atualmente ocupa a vice-presidência de Marketing, Branding e Comunicação da MadeiraMadeira, plataforma de venda de móveis, decoração e tudo para a casa.
Aos 41 anos, Marcela faz parte da Geração Y (millennials), que nasceu analógica, mas teve a oportunidade de acompanhar os avanços tecnológicos, desde a internet discada até a inteligência artificial. A publicitária é responsável por uma das primeiras campanhas “virais” do Brasil, já morou em diversos lugares do mundo por conta do trabalho, foi contratada aos seis meses de gravidez por uma multinacional e voltou ao Brasil para comandar a área de Marketing e Branding de uma startup de tecnologia, que tornou-se unicórnio em 2021.
Marcela Rezende nasceu em Três Rios e foi criada em Barra Mansa, duas cidades do interior do Rio de Janeiro. Mas, desde a infância, tinha certeza de que sua vida seria longe dali.Em 2000, a escolha por morar em uma metrópole, definida quando ainda criança, virou realidade. Depois de um teste vocacional indicado pela mãe, ela foi cursar Marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), na cidade do Rio de Janeiro, e de lá ganhou o mundo.
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Com 20 anos de carreira, Marcela viveu metade desse tempo no exterior, com passagens por Paris, Cidade do México e Nova York. No papo com o Dicas de Mulher, três atributos de sua personalidade ficam evidentes: positivismo, resiliência e determinação.
“Eu amo trabalhar”
Como grande parte de sua geração, “brincar de banco” era um dos passatempos preferidos na infância, e Marcela traz isso na lembrança: “Não gostava de casinha, Barbie, essas coisas…nas minhas brincadeiras estava sempre vendendo alguma coisa”, conta.O primeiro emprego foi como vendedora temporária na loja de sapatos Mr. Cat. “Queria ter aquela experiência e ganhar dinheiro, e foi ali que entendi que iria dedicar minha carreira ao que estava estudando”, relembra a publicitária ao explicar que no quarto período da faculdade decidiu onde seria o seu primeiro estágio. “Um dos meus professores apresentou o case de sucesso da L’oréal.
A empresa estava em 168 países, era considerada uma escola de marketing e para melhorar atuava na área de cosméticos”, relembra a executiva. Naquele dia, ela esperou a aula acabar para fazer a pergunta que mudaria a sua vida: “Professor, qual o endereço da L’Oréal? Vou trabalhar lá.”
A inocência unida com a convicção levaram a aluna a caminhar até a sede da multinacional no Rio de Janeiro para entregar seu currículo. A situação não foi resolvida com a facilidade que imaginou, mas ela recebeu as informações que precisava, participou de um processo seletivo e adivinha? Pouco tempo depois era contratada como estagiária. Cresceu internamente, até que em 2008 tornou-se gerente de produto de ImédiaExcellence, marca de coloração líder de mercado na época.Executiva C-Level da startup MadeiraMadeira, a carioca é referência na busca por equidade de gênero e conta como chegou ao topo com positivismo, resiliência e determinação.
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A transformação digital tornou a comunicação e o marketing mais dinâmicos e obrigou os profissionais da área a se adaptarem às mudanças sociais, psíquicas e culturais dos consumidores. Para a sorte de Marcela Rezende, entender e antecipar mudanças sociais está em seu DNA. Publicitária por formação, atualmente ocupa a vice-presidência de Marketing, Branding e Comunicação da MadeiraMadeira, plataforma de venda de móveis, decoração e tudo para a casa.
Aos 41 anos, Marcela faz parte da Geração Y (millennials), que nasceu analógica, mas teve a oportunidade de acompanhar os avanços tecnológicos, desde a internet discada até a inteligência artificial. A publicitária é responsável por uma das primeiras campanhas “virais” do Brasil, já morou em diversos lugares do mundo por conta do trabalho, foi contratada aos seis meses de gravidez por uma multinacional e voltou ao Brasil para comandar a área de Marketing e Branding de uma startup de tecnologia, que tornou-se unicórnio em 2021.
Marcela Rezende nasceu em Três Rios e foi criada em Barra Mansa, duas cidades do interior do Rio de Janeiro. Mas, desde a infância, tinha certeza de que sua vida seria longe dali.“Quando conheci as grandes cidades, sentia pertencer àqueles espaços com outros horizontes” – Marcela RezendeEm 2000, a escolha por morar em uma metrópole, definida quando ainda criança, virou realidade. Depois de um teste vocacional indicado pela mãe, ela foi cursar Marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), na cidade do Rio de Janeiro, e de lá ganhou o mundo.Com 20 anos de carreira, Marcela viveu metade desse tempo no exterior, com passagens por Paris, Cidade do México e Nova York. No papo com o Dicas de Mulher, três atributos de sua personalidade ficam evidentes: positivismo, resiliência e determinação.
O pulo da gata
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Em cinco anos, Marcela tinha conquistado um cargo de liderança dentro da multinacional e teria como missão gerenciar uma marca reconhecida mundialmente. O que parecia confortável, de cara apresentou um dos grandes desafios de sua vida profissional. ImédiaExcellence seguia uma estratégia perfeita até o momento. As maiores celebridades do país eram contratadas pela marca que criava uma coloração para a famosa e depois divulgava a campanha nos principais meios de comunicação do país: “Explodia de vender”, relata Marcela.
Mas a concorrência estava de olho e logo começou a usar do mesmo artifício, só que com uma diferença, o preço. “Eles vendiam pela metade do valor, e com isso começamos a perder mercado”, diz a ex-gerente de produto, que encontrou o caminho para voltar ao topo: entender o comportamento da brasileira: “Fui no SAC da empresa e compreendi que a mulher tinha medo de pagar mais caro pela nossa coloração sem ter a certeza de que aquele tom ficaria bom ou da mesma cor da celebridade”, relata a publicitária ao explicar que sua pesquisa foi além: “A marca estava conquistando mulheres mais jovens e conectadas. Além disso, as consumidoras que recebiam conselhos profissionais no ponto de venda compravam os nossos produtos, independente do preço”, afirma Marcela.
Com a lição de casa feita, era hora de agir e escalar esses perfis de mulher. Para isso, na época Marcela explicou ao diretor da empresa que era preciso remanejar a verba de marketing para o digital. A resposta foi um sonoro “não”, que ela basicamente ignorou. “Eu tinha 24 anos e convenci o dono de uma agência de publicidade a trabalhar de graça. Ficamos seis meses desenvolvendo esse projeto e só contei para o meu chefe na hora de apresentá-lo”, revela. Para Marcela, a audácia teria como efeito a demissão ou o sucesso total da campanha. A consequência foi um dos primeiros virais do nosso país, em que a principal mídia foi o próprio público-alvo.No auge da carreira, Grazi Massafera foi eleita a garota-propaganda da nova fase do produto. Um site dedicado e interativo foi criado e as consumidoras cadastradas recebiam na época uma ligação de vídeo da ex-BBB para incentivá-las no processo de transformação do visual.
Os números não mentem, em apenas um dia mais de 20 mil ligações foram realizadas, a página recebeu mais de um milhão de acessos, a campanha conquistou diversos prêmios e ImédiaExcellence voltou à liderança de mercado. “Tudo isso de forma orgânica”, festeja a executiva ao relembrar o pioneirismo da ação realizada há 14 anos, quando a internet não figurava nas estratégias de marketing das grandes corporações. Com essa conquista, a L’oréal perguntou o que Marcela gostaria de fazer dentro da empresa.
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Fotos: Reprodução/Google
“Quero ser expatriada”, essa foi a vontade de Marcela atendida pela multinacional. Para ela, trabalhar fora do país era a oportunidade que buscava para aprender mais sobre a profissão e crescer dentro da companhia. Ao longo de uma década, ela dividiu sua trajetória entre França, México, Estados Unidos e Brasil. De Paris, liderou grifes como Lancôme e gerenciou mercados emergentes durante três anos. Mas a missão de Marcela era duplicada na capital francesa. Aos 25 anos e sozinha, a publicitária tinha que aprender um novo idioma, adaptar-se à realidade e trabalhar.Marcela faz 10 milhões de coisas ao mesmo tempo: “Uma amiga sempre fala que eu sou capaz de mandar um e-mail importantíssimo, enquanto estou em uma pista de dança”, se diverte. Tanto que sua trajetória pode parecer 100% dedicada ao trabalho, mas ela estabelece limites entre a vida pessoal e profissional no seu dia a dia.
Quando Bacardi a chamou para morar no México, por exemplo, a publicitária já namorava João Paulo Franco e recebeu o apoio dele para aceitar o convite. “Respondi para a empresa que aceitaria o cargo ‘desde que’ uma vez por mês pudesse ir ao Brasil. O mesmo foi feito quando veio a proposta para Nova York e sempre soube que se a saudade apertasse estava a apenas uma noite dentro do avião. A distância nunca foi um problema”, relembra.
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Mesmo com a praticidade de poucos para conduzir a rotina, a VP é enfática ao afirmar que nada seria possível sem uma rede de apoio. “Estou aqui e sou o que sou porque tenho suporte da família, amigos, marido, chefes e equipe de trabalho dentro e fora das empresas. Sem essa base não faria metade do que faço hoje”, explica. Ela ainda revela que o entendimento dos seus pontos fracos e fortes vieram por conta da terapia e do coaching. “É impossível prosperar sozinho”, pondera Rezende.
Fonte: com informações do Portal Dicas de Mulher
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