Lula ressaltou que o futuro do planeta depende de uma ação coletiva e disse "não podemos aceitar a imposição de 'apartheids' no acesso a vacinas e medicamentos
"A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza já está em fase avançada de adesões. Convido todos a se somarem à iniciativa, que nasceu no G20, mas está aberta a outros participantes. O BRICS é ator incontornável no enfrentamento da mudança do clima. Não há dúvida de que a maior responsabilidade recai sobre os países ricos, cujo histórico de emissões culminou na crise climática que nos aflige hoje", acrescentou o presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou pela primeira vez depois de sofrer um acidente doméstico no final de semana. O presidente brasileiro participou, por vídeoconderência na Cúpula dos Brics nesta quarta-feira (23/10). A previsão era que Lula participasse do evento presencialmente, mas a viagem a Kazan, na Rússia, teve que ser cancelada em função do acidente.
Aos presidentes Vladimir Putin, Xi Jinping e outras autoridades o chefe do Executivo brasileiro falou sobre mudanças climáticas, desigualdades e guerras.
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"A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza já está em fase avançada de adesões. Convido todos a se somarem à iniciativa, que nasceu no G20, mas está aberta a outros participantes. O BRICS é ator incontornável no enfrentamento da mudança do clima. Não há dúvida de que a maior responsabilidade recai sobre os países ricos, cujo histórico de emissões culminou na crise climática que nos aflige hoje", acrescentou o presidente.
Lula também ressaltou que o futuro do planeta depende de uma ação coletiva e disse "não podemos aceitar a imposição de 'apartheids' no acesso a vacinas e medicamentos, como ocorreu na pandemia, nem no desenvolvimento da inteligência artificial, que caminha para tornar-se privilégio de poucos".Segundo o presidente, é necessário fortalecer as capacidades tecnológicas e favorecer a adoção de marcos multilaterais não excludentes, em que a voz dos governos prevaleça sobre interesses privados.Lula ainda exaltou a ex-presidente Dilma Rousseff, que hoje ocupa o cargo de presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). "Sob a liderança da companheira Dilma Rousseff, o NDB conta atualmente com uma carteira de quase 100 projetos e com financiamentos da ordem de 33 bilhões de dólares", citou.
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Ainda nesse sentido, o presidente destacou que é chegada a hora de avançar na criação de meios de pagamento alternativos para transações entre os países. "Não se trata de substituir nossas moedas. Mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro internacional. Essa discussão precisa ser enfrentada com seriedade, cautela e solidez técnica, mas não pode ser mais adiada", avaliou.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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