06 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Violência contra Mulher - 19/10/2024

Cultura Machista faz com que Mulheres se sintam culpadas Por Violência Sofrida

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

A cada quatro minutos uma mulher é vítima de violência no Brasil. Para além da agressão física, a lei Maria da Penha desempenha um importante papel no combate à violência psicológica, moral, sexual e patrimonial contra as mulheres

Considerada um marco no combate à violência contra a mulher, a Lei 11.340/06, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, completa 14 anos de vigência, desde sua sanção, em 7 de agosto de 2006. Mesmo diante do agravamento — propiciado pela lei Maria da Penha — das penas relacionadas a esses tipos de crimes, as marcas da violência contra a mulher continuam estampadas na sociedade brasileira em números assustadoramente altos.

 

De acordo com dados de 2018 do Ministério da Saúde, a cada quatro minutos uma mulher é vítima de violência no Brasil. Em meio à pandemia de coronavírus, esse quadro se agravou: as denúncias ao disque 180 aumentaram em 40% em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH).

 

O aumento se dá devido a outra triste realidade escancarada pelos números: metade dos feminicídios no Brasil são cometidos dentro de casa por pessoas próximas, como companheiros, ex-companheiros e familiares. Essa realidade aumenta os riscos para as mulheres durante a pandemia, considerando que, em meio ao isolamento social, muitas se viram presas convivendo com seus abusadores.

 

Veja também 

 

Polícia Civil prende pastor por aliciar adolescente para manter relações sexuais

Mulher assassinada com o companheiro ao distribuir doces e brinquedos para crianças estava grávida de 5 meses

Foto: Reprodução/Google

 

“Durante a pandemia, alguns fatores podem intensificar conflitos em âmbito doméstico e familiar, além disso, o agressor tem um controle ainda maior sob a vítima o tempo todo e com o isolamento social, ainda surge a dificuldade dela de conseguir ajuda de familiares, amigos ou colegas de trabalho”, explicou Isabella Franca, Chefe da Divisão Especializada em Atendimento à Mulher, ao Idoso e à Pessoa com Deficiência e Vítimas de Intolerâncias.

 

São muitos os desafios diante desse cenário, mas foi a partir da lei Maria da Penha, que uma série de medidas para proteger a mulher foram implementadas. Entre elas, a alteração do Código Penal, a prisão em flagrante do agressor e a criação dos juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher, que dão mais agilidade aos processos.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.  

 

“Nós temos uma lei que é considerada a terceira melhor do mundo e que trás muitos mecanismos de enfrentamento para coibir esse agressor. Entretanto, existe uma subnotificação muito grande porque, muitas vezes, esses crimes são cometidos dentro de casa, sem a presença de testemunhas”,explica Isabella.  

 

Fonte: com informações do Portal Estado de Minas

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.