03 de Maio de 2026

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Economia - 27/05/2024

Crime organizado domina comércio ilegal de bebidas alcoólicas e prejudica economia nacional

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Foto: Reprodução/Pexels

Estudo Mercado Ilegal de Álcool no Brasil mostra que as perdas diretas causadas pela ilegalidade ? evasão fiscal, produção sem registro, contrabando e falsificação ? alcançaram a cifra de R$ 56,9 bilhões em 2023

Faturando bilhões de reais anualmente, o comércio ilegal de bebidas alcoólicas tem se consolidado como um grave problema no país, impulsionado pelo crime organizado. Dados recentes da Euromonitor International revelam que esse mercado clandestino continua a crescer de forma alarmante, afetando a economia e a segurança pública.

 

Segundo o estudo “Mercado Ilegal de Álcool no Brasil”, as perdas diretas causadas pela ilegalidade — incluindo evasão fiscal, produção não registrada, contrabando e falsificação — atingiram impressionantes R$ 56,9 bilhões em 2023. Esse valor, comparado aos R$ 17,6 bilhões registrados há seis anos, representa um crescimento de 224% no período entre 2017 e 2023.

 

Além do impacto direto nos cofres públicos, com uma perda de arrecadação que saltou de R$ 10,2 bilhões em 2017 para R$ 28,2 bilhões em 2023, um aumento de 176%, o mercado ilegal de bebidas alcoólicas tem se tornado mais sofisticado e profissionalizado. A entrada de organizações criminosas nesse comércio, especialmente nas áreas de falsificação e contrabando, tem demandado um esforço cada vez maior dos já escassos recursos de segurança pública.

 

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Os fatores que contribuem para a resiliência desse mercado ilegal são diversos. Entre eles, destacam-se os altos impostos sobre bebidas alcoólicas, que tornam os produtos legais menos competitivos em preço, o comportamento dos consumidores que priorizam preços baixos, a fragmentação dos canais de venda impulsionada pelo crescimento do comércio eletrônico e a penetração de organizações criminosas em todas as etapas da cadeia de produção e distribuição de bebidas ilegais.

 

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Esse cenário alarmante exige uma resposta robusta e coordenada das autoridades para combater um problema que não apenas prejudica a arrecadação fiscal, mas também coloca em risco a saúde e a segurança dos consumidores. A continuidade desse crescimento exponencial do comércio ilegal de bebidas alcoólicas é um desafio que precisa ser enfrentado com urgência e eficácia.

 

Fonte: com informações do Correio Braziliense

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